Na manhã desta quarta-feira, 20, em Salvador, o presidente da CUT-BA, Cedro Silva, participou da Sessão Comemorativa do Dia Municipal do Vigilante, na Câmara de Vereadores de Salvador. A atividade proposta pela vereadora Marta Rodrigues (PT-BA) contou ainda com as seguintes participações: o presidente do Sindicato dos Vigilantes, José Boaventura; o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Camaçari, Geraldo Cruz; o coordenador do Grito dos Excluídos da Bahia, padre José Carlos Silva; a deputada estadual Maria Del Carmen (PT-BA).
Cedro Silva fez um resgate histórico da luta dos vigilantes baianos por melhores condições de vida e de trabalho e salientou que a sindicalização é muito importante no fortalecimento de todas as categorias, para que avancem em suas conquistas. "Hoje o vigilante é fundamental em todas as instâncias de trabalho, seja nos bancos, no comércio, nos serviços em geral. Existem mais de 1,7 milhão de vigilantes no Brasil. Exigimos respeito da sociedade, dos empresários e do governo. É preciso ampliar a nossa luta e aumentar a sindicalização. Pagar o sindicato é investir no futuro e na aposentadoria. Vamos tornar o sindicato mais forte e combativo, contra a terceiração e a rotatividade", alertou.
O secretário de Políticas Sociais da CUT-BA, Vladimir Cardoso, presente à atividade, parabenizou a vereadora Marta Rodrigues pela iniciativa de propor a sessão solene e disse que a luta dos vigilantes precisa ser fortalecida. "Estamos lutando para que sejamos cada vez mais fortes e que tenhamos mais direitos conquistados, por melhores salários, por acesso a direitos e serviços", disse.
A vereadora marta Rodrigues enfatizou a importância da luta dos vigilantes desde os anos 1970, quando o país enfrentava a ditadura militar. Ela parabenizou o novo presidente da CUT-BA por sua presença e por sua combatividade. "Há alguns anos temos acompanhado com muita honra a luta desses profissionais, que prestam imensos serviços à população. Eu me considero, com muita honra, uma vigilante dessa cidade. É preciso que a sociedade compreenda a força de luta dessa categoria e reconheça que eles são de extrema importância no nosso dia a dia", disse.
José Boaventura fez um resgate da história de luta dos vigilantes e enfatizou que ainda há uma discriminação em relação à categoria, que enfrenta no mercado de trabalho grandes problemas como a terceirização e a precarização. "Já avançamos muito em nossa luta, mas temos muito a conquistar. Faço um comparativo com a época da escravidão e do que acontece nos dias de hoje. Continuam se apropriando do nosso trabalho. Os empresários recebem para nos pagar, se apoderam do nosso dinheiro e deixam de pagar nossos salários. Nos demitem e ficamos sem nada", criticou.
A deputada Maria Del Carmen observou a necessidade de que haja reconhecimento da população dos vigilantes enquanto cidadãos que precisam ser respeitados em seus direitos. "Eu estou trabalhando em meu mandato no sentido de pressionar para a aprovação da lei que está na Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa que transforma a relação entre os governo do estado e as empresas de Vigilância. Os recursos de rescisão contratual não devem ficar na mão das empresas e sim disponibilizados à parte para que sejam pagos aos trabalhadores devidamente", colocou.
Geraldo Cruz falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos vigilantes e o papel do sindicato em defender os trabalhadores diante da falta de respeito de muitos empresários. "É papel do sindicato estar atento aos maus patrões, que não cumprem a jornada de trabalho e que não respeitam as leis. É preciso que tenhamos tempo para a família, para a qualificação profissional e não apenas para trabalhar", colocou.
O padre José Carlos falou sobre a necessidade de que todos tenham coragem de barrar a violência que hoje assola a sociedade e vitima inocentes. Ele lamentou que tantos jovens percam suas vidas de forma banal. "Ainda ontem realizei mais uma missa de sétimo dia, de alguém que foi vítima de violência em Salvador", disse.
Fonte: CUT Bahia
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20/06/2012