As seis centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, CUT, Força Sindical, CGTB, Nova Central e UGT) se reuniram nesta quarta-feira (1º), em São Paulo, para definir sua contraproposta de reajuste do salário mínimo. Definiu-se, durante o encontro, o valor de R$ 560 para o ano de 2011, acima dos R$ 538 sugeridos pelo governo federal nesta semana.
Nivaldo Santana, presidente em exercício da CTB, e Gilda Almeida, secretária de Finanças adjunta da central, estiveram presentes à reunião, coordenada pelo Dieese, que definiu a proposta das centrais a partir de um novo cálculo, que permita a continuidade da política de valorização do salário mínima adotada pelo governo Lula.
Nos últimos anos, o governo federal levou em consideração a inflação mais o Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior para a elaboração da proposta de reajuste do salário mínimo. Como em 2009 o PIB apresentou queda de 0,2%, a atualização poderá ser feita apenas com base na inflação, de acordo com a proposta do governo, trazida a público nesta semana pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Pela nova proposta das centrais, o salário mínimo de 2011 seria calculado a partir da soma da inflação estimada para 2010 (5,52%) e a média de crescimento do PIB entre os anos de 2006 e 2009.
Para Nivaldo Santana, a reunião desta quarta-feira foi positiva por dois motivos: “Ela consolidou a unidade das centrais sindicais e definiu uma proposta única de reajuste do salário mínimo, preservando o acordo de valorização permanente como patamar mínimo e garantindo para este ano um aumento real de 3,80%”, explicou o dirigente.
Leia abaixo a íntegra da nota das centrais:
As centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST, estiveram reunidas no dia de hoje com o objetivo de reafirmar o acordo de valorização permanente do salário mínimo – firmado em 2007 – e definir uma posição unificada sobre a proposta do governo federal para a fixação do seu valor em janeiro de 2011.
É de conhecimento geral a importância do salário mínimo para o enfrentamento das desigualdades sociais e regionais existentes; o seu significado para os mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros que dele dependem; os impactos positivos às mulheres, jovens e beneficiários das políticas sociais e a importância que tem no fortalecimento do mercado interno, essencial para o desenvolvimento soberano do país.
Diante da excepcionalidade do conjunto de medidas adotadas pelo governo no último período para combater a crise, as centrais defendem:
- Abertura imediata de negociação do governo com as centrais para a definição do valor do salário mínimo de 2011.
- Diante da estimativa da variação do INPC de 2010 (5,52%) e a média do crescimento econômico de 2006 a 2009 (PIB, de 3,8%), propomos o valor arredondado de R$ 560,00.
São Paulo, 1º de setembro de 2010.
Fonte: Portal CTB
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02/09/2010