Notícia - FEM critica terrorismo econômico do mercado e cobra redução dos juros

A FEM-CUT/SP critica o que considera uma escalada de pessimismo e terrorismo econômico promovida pelo mercado financeiro após o resultado das eleições presidenciais. Para a Federação, as novas projeções do Boletim Focus, que elevam as estimativas para os juros, a inflação e o dólar e reduzem a expectativa de crescimento do país, estão descoladas da realidade econômica brasileira e refletem os interesses de setores que apostaram no candidato derrotado nas urnas.

A entidade avalia que a economia brasileira não pode ser conduzida com base nas especulações e nos interesses do mercado financeiro. Projeções não são fatos consumados e tampouco podem servir de justificativa para manter o país submetido a uma política permanente de juros elevados. É preciso considerar os indicadores concretos: o Brasil registra a menor taxa de desemprego em 14 anos e mantém a inflação sob controle, apesar das pressões pontuais sobre determinados preços.

No primeiro Boletim Focus após as eleições, os agentes do mercado elevaram de 13,25% para 13,5% a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, enquanto a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,8% para 1,76%.

Para a FEM-CUT/SP, a sequência de revisões negativas não pode ser analisada sem considerar o contexto político. Depois de apostar suas fichas no candidato derrotado nas urnas, setores do mercado financeiro parecem recorrer ao pessimismo econômico como instrumento de pressão e de criação de um ambiente de desconfiança. A democracia brasileira fez sua escolha, e os interesses de investidores e especuladores não podem se sobrepor à vontade popular nem aos objetivos de desenvolvimento nacional.

Juros menores para o Brasil crescer

A FEM-CUT/SP cobra do Banco Central uma mudança de postura e a redução dos juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira (3) sua reunião para definir os rumos da Selic, e, na avaliação da Federação, há margem para avançar no corte da taxa.

Manter os juros em patamares elevados encarece o crédito, desestimula investimentos, compromete o consumo das famílias e limita a geração de empregos. A redução da Selic é fundamental para estimular a atividade econômica, fortalecer a indústria, ampliar os investimentos e criar condições para a valorização dos salários e a geração de trabalho decente.


Fonte:  FEM-CUT - 04/11/2026

 

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