A FEM-CUT/SP critica a atuação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que usou recursos para impulsionar publicações contra Lula e atacar a proposta de redução da jornada de trabalho, uma reivindicação histórica da classe trabalhadora. A postura escancara de que lado estão os interesses patronais e reforça a importância de os trabalhadores se organizarem para defender seus direitos.
Segundo reportagem do Metrópoles, Skaf concentrou 65,5% dos investimentos em publicações patrocinadas contra Lula na primeira semana do segundo turno. Um dos conteúdos, publicado em seu perfil, classificou a proposta de redução da jornada como “PEC Boca de Urna”. A publicação recebeu até R$ 7 mil em impulsionamento, com recursos da Fiesp, e alcançou mais de 1 milhão de usuários do Facebook e do Instagram.
A Fiesp não é uma entidade distante da realidade dos metalúrgicos. Ela representa o setor patronal que está do outro lado da mesa nas negociações com a FEM-CUT/SP durante as campanhas salariais e nas disputas por salários, direitos e melhores condições de trabalho.
Quando Skaf ataca a redução da jornada, coloca-se contra uma pauta que busca garantir mais tempo para viver, descansar e estar com a família, sem perder salário. Não se trata de privilégio nem de manobra eleitoral, mas de uma reivindicação legítima de quem produz a riqueza do país.
Se Skaf e a Fiesp estão de um lado, os trabalhadores precisam estar do outro: na defesa dos seus direitos, de melhores salários, da redução da jornada sem redução salarial e do fim da escala 6×1.
A FEM-CUT/SP reafirma que nenhum direito foi conquistado por concessão dos patrões. Cada avanço é resultado da organização, da mobilização e da luta coletiva. É com consciência de classe e unidade que os trabalhadores podem enfrentar os interesses patronais e conquistar mais direitos.