A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pode beneficiar diretamente 174.142 metalúrgicos da base da FEM-CUT/SP, que atualmente trabalham 41 horas ou mais por semana. O número representa 76,3% dos 228.361 trabalhadores e trabalhadoras representados pela entidade, segundo levantamento da subseção do Dieese, com base na RAIS 2025, do Ministério do Trabalho e Emprego.
A mudança pode garantir mais tempo para o descanso, a convivência familiar e a vida pessoal, sem redução salarial. O estudo também estima que a redução das jornadas tem potencial para gerar 16.510 novos empregos na base da federação, um crescimento de 8,7%. Em todo o setor metalúrgico brasileiro, a estimativa é de 208,7 mil novas vagas.
Para o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, os dados reforçam a importância de uma reivindicação histórica do movimento sindical.
“Estamos falando de mais de 174 mil trabalhadores da nossa base que podem ser beneficiados com a redução da jornada. É mais tempo para viver, estar com a família e cuidar da saúde, sem perder salário. E essa mudança também pode gerar empregos e movimentar a economia. É uma conquista que melhora a vida de quem trabalha”, afirma.
A luta continua
Erick ressalta que os benefícios apontados pelo estudo dependem da implementação efetiva da redução da jornada e da garantia de que os salários sejam preservados. O dirigente também alerta para os riscos do cenário eleitoral de 2026.
“Comemorar esse resultado é importante, mas a luta continua. Precisamos garantir que a redução da jornada saia do papel, sem redução salarial. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026 coloca esse avanço em risco. Não podemos permitir que uma conquista histórica dos trabalhadores seja barrada. É hora de fortalecer a mobilização e pressionar para garantir esse direito”, declara.