A FEM-CUT/SP (Federação Estadual dos Metalúrgicos) avançou em mais uma etapa da Campanha Salarial 2026 com a assinatura das CCTs (Convenções Coletivas de Trabalho) com o Sindifupi e o Siescomet, no último dia 28, na Fiesp. Os acordos ampliam o número de metalúrgicos protegidos e reforçam a pressão sobre os grupos patronais que ainda não fecharam negociação.
O processo é conduzido pela Federação com data-base em 1º de setembro. A maior parte dos setores já garantiu reajuste de 5,4%, que contempla a reposição da inflação pelo INPC e 1,37% de aumento real, além da renovação das cláusulas sociais por até dois anos.
Para o diretor executivo do Sindicato, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, o fechamento de novas Convenções mostra que a campanha continua ativa. “Seguimos negociando porque precisamos garantir que todos sejam contemplados. Há grupos maiores e menores, mas a importância da Convenção é a mesma: proteger direitos no dia a dia. Onde for necessário, vamos negociar, mobilizar e fazer assembleias até avançarmos”, afirmou.
O coordenador da Regional Diadema, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, destacou que cada assinatura é fruto da luta da categoria. “É a conclusão de um longo período de tratativas com as bancadas patronais. O resultado é a reposição da inflação, aumento real e, principalmente, a garantia das cláusulas sociais, fundamentais para nos proteger. Precisamos ficar atentos neste segundo turno e votar no candidato que nos defende, trabalhadoras e trabalhadores”.
Proteção
Para o coordenador de São Bernardo, Jonas Brito, expandir a cobertura das CCTs é prioridade. “A Federação continua insistindo para que os demais setores assinem, pois a Convenção é a maneira mais eficiente de alcançar um grande número de trabalhadores e garantir direitos. E não podemos esquecer que no governo anterior tivemos muita dificuldade em negociar com os empresários devido à reforma trabalhista e às medidas adotadas pelos governos Temer e Bolsonaro.”
Jonas também cobrou a responsabilidade do setor patronal. “O reajuste coloca dinheiro no bolso, movimenta o comércio e ajuda a economia a crescer. O patrão precisa ter essa consciência e valorizar a negociação coletiva. A FEM tem agido com responsabilidade e vai continuar buscando acordos para os trabalhadores que ainda não foram contemplados”.
As assinaturas começaram após a aprovação da proposta em assembleia, realizada em 27 de agosto na Regional Diadema. Desde então, a FEM-CUT/SP firmou acordos com a maioria dos grupos e mantém a pressão sobre os restantes, entre eles o Grupo 10 — onde a mobilização também tem avançado por meio de acordos por empresa em São Bernardo. A orientação é manter a luta na base para ampliar a proteção da categoria.