A luta dos metalúrgicos por aumento real vai colocar mais dinheiro no bolso dos trabalhadores e pode injetar R$ 57,4 milhões por mês na economia paulista. O resultado da Campanha Salarial 2026 da FEM-CUT/SP representa uma conquista concreta para cerca de 197 mil trabalhadores, com impacto estimado em R$ 765,2 milhões ao longo de um ano.
O reajuste conquistado foi de 5,40%, sendo 3,98% de reposição da inflação e 1,37% de aumento real. Mais do que um percentual no contracheque, são salários valorizados, poder de compra recuperado e recursos que voltam a circular na economia.
E essa conquista não veio de graça. Muito menos por bondade dos patrões.
Foi resultado de trabalho firme, organização e mobilização. A direção da FEM-CUT/SP enfrentou as mesas de negociação com os patrões, enquanto os sindicatos filiados mobilizaram suas bases e levaram a força da categoria para as negociações. Foi essa combinação de unidade, pressão e capacidade de negociação que garantiu o avanço.
Os números mostram a dimensão do resultado. Enquanto os reajustes analisados pelo DIEESE no Brasil registraram 1,26% de aumento real, e a média do setor metalúrgico ficou em 1,3%, os trabalhadores da base da FEM-CUT/SP conquistaram 1,37% de aumento real.
Ao todo, os 196.687 trabalhadores considerados no levantamento representam um impacto potencial de R$ 57,4 milhões por mês na economia paulista. Em 12 meses, são R$ 765,2 milhões em recursos decorrentes da conquista salarial.
O resultado mostra por que valorizar salários também é fortalecer a economia. Mais renda significa maior poder de compra e mais recursos circulando no comércio e nos serviços, fortalecendo a atividade econômica.
Mas a conquista de hoje não encerra a luta. A organização da FEM-CUT/SP segue todos os dias, dentro e fora das mesas de negociação, na defesa de mais direitos, melhores salários e melhores condições de trabalho.
A mesma força que arrancou aumento real dos patrões está mobilizada para enfrentar outros desafios da classe trabalhadora — entre eles, a luta pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, para que o trabalhador tenha mais tempo para viver, descansar e estar com sua família.
A campanha salarial terminou. A luta, não.