Os metalúrgicos do primeiro e do segundo turno da General Motors, em São José dos Campos, realizaram paralisação de duas horas nesta quarta-feira (2), após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela montadora. Entre as reivindicações dos trabalhadores está o reajuste de 3,5% acima da inflação. A empresa propôs 1%
Os trabalhadores já estavam em estado de greve (mobilização que antecede a greve) desde segunda-feira (31), para pressionar a GM a avançar nas negociações. A nova proposta foi apresentada ontem pela empresa, em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, mas não atendeu à pauta de reivindicações.
Na reunião, a GM apresentou duas alternativas – ambas rejeitadas na assembleia de hoje. Uma delas previa o acordo com vigência de dois anos, que inclui o reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 1% apenas este ano. Para 2027, só haveria a reposição da inflação. A outra alternativa seria o acordo para quatro anos, sem reajuste acima da inflação.
Vale-alimentação
Os trabalhadores também reivindicam vale-alimentação mensal de R$ 1.200 em 2026 e R$ 1.350 em 2027.
A GM propôs R$ 950 este ano e R$ 1.000 em 2027. Se o acordo fosse de quatro anos, o VA seria de R$ 1.050 (em 2026) e só chegaria a R$ 1.250 em 2029.
O Sindicato já se reuniu 11 vezes com a empresa, nesta Campanha Salarial, e uma nova rodada de negociação está marcada para esta quinta-feira (3).
“A mobilização, iniciada com o estado de greve, levou a empresa a alguns avanços nas negociações, mas isso ainda não atende a nossa pauta. Se a GM continuar insistindo nesse reajuste insignificante, o próximo passo será intensificar ainda mais nossa luta; e se não houver uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores, o caminho será a greve ”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Valmir Mariano.