Notícia - Metalúrgicos do ABC mobilizam base por aumento real e reposição integral da inflação

Os Metalúrgicos do ABC intensificaram nesta semana as assembleias para pressionar as bancadas patronais na Campanha Salarial de 2026. As mobilizações em Diadema, São Bernardo e Ribeirão Pires reforçaram a luta pela renovação das Convenções Coletivas, reposição da inflação e aumento real. Em duas empresas, os trabalhadores também deliberaram sobre PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e sábados alternados.

O coordenador da Regional Diadema, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, afirmou que as ações integram a mobilização das bases da FEM-CUT/SP (Federação Estadual dos Metalúrgicos). “O objetivo é pressionar as bancadas para que tenhamos uma proposta para colocar em apreciação. Desde a entrega da pauta em abril, percebemos muita enrolação. É preciso que venham à mesa negociar”.

Segundo dados da Anfavea, o país produziu 1,37 milhão de veículos no primeiro semestre, alcançando o melhor resultado desde 2019. Diante desse cenário, Da Lua rejeitou o discurso de dificuldades do patronal. “Não há argumento para tanta choradeira. Queremos renovar as Convenções, repor a inflação e conquistar aumento real. Se não houver avanço até o fim de agosto, vamos fazer paralisações nas bases da Federação”.

O coordenador de São Bernardo, Jonas Brito, destacou a mobilização diante das dificuldades dos grupos patronais. “É com luta e unidade que vamos pressionar a apresentação de uma proposta digna. A categoria está preparada. Queremos conquistar o INPC integral e ganho real”.

Para o coordenador da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, as atividades demonstram unidade. “Nenhum direito é concedido espontaneamente. As conquistas vêm da organização e da pressão. Estamos mobilizados para defender salários, ampliar direitos e garantir uma proposta que reconheça a contribuição dos metalúrgicos e metalúrgicas”. Nesta semana, ocorreram rodadas de negociação com as bancadas do Sicetel, dos Grupos 8.3, 2 e 3 e do Sindicel.

Disposição de luta

As assembleias começaram na terça-feira (4), na Evacon, em Diadema. O coordenador de área Gilberto da Rocha, o Amendoim, disse que os trabalhadores aprovaram a disposição de luta diante da falta de resposta do Grupo 2. “Se o patronal não mudar de postura, vamos falar a linguagem universal que faz os patrões escutarem: parar a produção. Só o silêncio das máquinas os leva a apresentar uma proposta decente”.


Amendoim também defendeu pressão sobre o Senado pelo fim da escala 6×1 e pela jornada de 40 horas sem redução salarial. “Precisamos de mais tempo para a família, os estudos, o lazer e qualidade de vida”.
Na quarta-feira (5), na Alumbra, em São Bernardo, a mobilização foi aprovada por unanimidade. O coordenador de área Sebastião Gomes de Lima, o Tião, defendeu o INPC integral, aumento real e renovação e ampliação da Convenção Coletiva. “Queremos uma boa proposta ainda neste mês”, avisou.

PLR e direitos

Na Adhex, em Ribeirão Pires, a assembleia uniu a mobilização à votação da PLR. A proposta, aprovada por unanimidade, será paga em agosto e fevereiro de 2027, com aumento real significativo ante o ano anterior. A contribuição negocial também foi aceita. “O resultado mostra a confiança da companheirada no Sindicato e a força da negociação coletiva”, declarou Gaúcho.

Na Polistampo, as atividades ocorreram nas unidades de Diadema, na quarta (5), e de São Bernardo, na quinta (6). Jonas explicou a construção da pauta e ressaltou que a Convenção Coletiva assegura direitos superiores aos previstos na CLT, como proteção ao emprego e licença-maternidade ampliada.

O coordenador de área Marcelo Pereira abordou o fim da escala 6×1 e a sindicalização. “Quanto mais trabalhadores estiverem sindicalizados e participarem das decisões, maior será nossa força para negociar, defender direitos e conquistar melhorias. A companheirada está unida e preparada para a luta”, afirmou. Em São Bernardo, a mobilização foi aprovada por unanimidade.

Também na quinta, na TTB, em Diadema, o coordenador de área Josivan Nunes do Vale, o Cachoeira, criticou a demora patronal. “É preciso respeito com a bancada dos trabalhadores. Este é o momento de pressionar pela reposição da inflação, aumento real e pelo fim da escala 6×1”.

Na Sionti, em Diadema, os metalúrgicos somaram à luta pela data-base em 1º de setembro e ainda aprovaram o acordo de sábados alternados, com 30 minutos de refeição. “Os trabalhadores estão mobilizados para buscar um bom acordo”, afirmou Amendoim.

De fábrica em fábrica, ficou um recado: a base não aceitará a pauta parada na mesa de negociação. Cada braço levantado reforça a unidade para transformar mobilização em conquistas, melhorar salários, proteger direitos e garantir qualidade de vida aos metalúrgicos e metalúrgicas do ABC e do estado de São Paulo.


Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos do ABC / Foto: Adonis Guerra - 07/08/2026

 

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