Metalúrgicos da Forming Tubing, na zona sul de São José dos Campos, participaram, nesta quarta-feira (5), da Semana de Mobilização Unificada dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo. Na assembleia, além de abordar a Campanha Salarial, o Sindicato denunciou um grave caso de assédio moral ocorrido na fábrica.
Denúncias apontam que um supervisor de manutenção gritou e proferiu ofensas contra uma trabalhadora e dirigente sindical. Tudo isso porque ela e outros trabalhadores estavam se queixando de que a água do bebedouro estava suja.
Naquele dia, 22 de julho, parte da cidade estava sem água, em razão da operação de manutenção realizada pela Sabesp.
A agressão foi presenciada por dois sócios da empresa. Um deles, ao ver a cena, divertiu-se com a humilhação. O outro teve de conter fisicamente o supervisor para impedi-lo de avançar contra a trabalhadora.
Notificação
O Sindicato já enviou uma notificação para a Forming, cobrando para que a empresa providencie a instauração de procedimento administrativo para apuração dos episódios de assédio moral praticados pelo supervisor e aplicação de medidas disciplinares ao agressor.
A trabalhadora assediada no dia 22 não foi a única vítima. Outros funcionários também relataram que o supervisor tem histórico de assédio na fábrica.
Campanha Salarial
Na assembleia de hoje, o Sindicato reforçou a necessidade da luta em defesa dos direitos. Uma das cláusulas da pauta de reivindicações da categoria trata justamente da saúde mental dos trabalhadores.
Está na cláusula 100: as empresas deverão identificar, avaliar, prevenir e controlar os riscos psicossociais no ambiente de trabalho, observando as disposições da NR-1, assegurando a participação dos trabalhadores e de seus representantes, bem como adotando medidas para prevenção do adoecimento mental, assédio moral, assédio sexual, discriminação, violência no trabalho e demais práticas de gestão que possam causar sofrimento psíquico.
“A luta contra o assédio deve ser permanente e de todos. Nessa Campanha Salarial, vamos jogar pressão para que as empresas cumpram a NR-1 e respeitem os trabalhadores”, afirma a trabalhadora assediada.