Notícia - 87,5% das campanhas salariais garantem ganho real no 1º semestre, aponta DIEESE

O primeiro semestre de 2026 foi marcado por resultados positivos nas negociações coletivas em todo o país. Levantamento do DIEESE aponta que 87,5% dos 7.858 reajustes salariais analisados conquistaram ganho real, ou seja, ficaram acima da inflação medida pelo INPC. Outros 9% repuseram integralmente a inflação, enquanto apenas 3,5% ficaram abaixo do índice.

Na indústria, setor que representa a base da FEM-CUT/SP, 86,9% das negociações garantiram reajustes acima da inflação, enquanto apenas 3,1% ficaram abaixo do INPC. Os números demonstram a força da negociação coletiva para assegurar a valorização dos salários e ampliar a renda dos trabalhadores.

Os resultados reforçam a importância da Campanha Salarial 2026 da FEM-CUT/SP, que mobiliza os metalúrgicos em defesa da valorização dos salários e da ampliação dos direitos. Entre os principais eixos da campanha estão a reposição integral do INPC com aumento real, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6×1 e a valorização das convenções coletivas.

Para o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, o levantamento do DIEESE confirma que a organização sindical continua sendo o principal instrumento para garantir conquistas à classe trabalhadora. “Os dados mostram que, quando há mobilização e unidade, os trabalhadores conquistam aumento real e preservam seus direitos. É isso que buscamos na Campanha Salarial 2026: assegurar a reposição integral da inflação, ampliar o poder de compra dos metalúrgicos e fortalecer nossas convenções coletivas diante das bancadas patronais.”

O secretário-geral da FEM-CUT/SP, Max Pinho, destaca que a Campanha Salarial 2026 ocorre em um cenário mais desafiador do que o do primeiro semestre. Segundo ele, embora os dados do DIEESE mostrem que é possível conquistar aumento real, fatores como guerras, instabilidade econômica global e medidas protecionistas, como o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, aumentam a pressão sobre a indústria e serão usados pelos patrões nas negociações.

Para Max, a mobilização da categoria será decisiva. “Não existe conquista sem luta. Quanto maior a participação dos trabalhadores nas assembleias e mobilizações, mais força a FEM-CUT/SP terá para garantir reposição integral da inflação, aumento real, valorização das convenções coletivas e avanços nas demais pautas da campanha.”

Para a FEM-CUT/SP, os resultados do primeiro semestre demonstram que categorias organizadas e mobilizadas seguem conquistando avanços, fortalecendo a Campanha Salarial 2026 e a luta por salários valorizados, melhores condições de trabalho e ampliação dos direitos garantidos nas convenções coletivas.


Fonte:  FEM-CUT - 03/08/2026

 

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