Notícia - Dirigentes metalúrgicos são empossados na direção executiva da CSP-Conlutas

A CSP-Conlutas empossou, no sábado (18), em São Paulo, os integrantes da Secretaria Executiva Nacional (SEN) para a gestão 2026-2029. Três deles são dirigentes metalúrgicos da região: os diretores do Sindicato Herbert Claros e Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, além do ex-presidente Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Herbert é trabalhador da Embraer e integra a direção nacional da CSP-Conlutas desde 2015, com grande trajetória nas lutas internacionais. Macapá, da General Motors, compõe a direção estadual, com forte atuação nas lutas regionais. Mancha, também da GM, dará prosseguimento a sua trajetória na direção nacional.

Vinte anos de CSP-Conlutas

A solenidade contou com debates sobre os desafios enfrentados pela classe trabalhadora no Brasil e no mundo, a análise das principais lutas em curso e a definição das prioridades de atuação da central para os próximos meses. O encontro também marcou os 20 anos da CSP-Conlutas, celebrando a trajetória desde sua fundação.

Na cerimônia de posse da SEN, Mancha destacou a importância histórica das duas décadas da CSP-Conlutas. Segundo ele, a criação da entidade ocorreu em um período em que muitos duvidavam da possibilidade de construir uma central sindical independente. 

“São 20 anos de luta, 20 anos de uma árdua resistência. Todos diziam que não era possível ter uma vida política e ter uma central fora da CUT. Passaram-se 20 anos e nós estamos aqui”, afirmou.

Desafios

Durante a atividade, a coordenação da CSP-Conlutas aprovou um programa anticapitalista, com reivindicações dos trabalhadores, que será divulgado durante o período eleitoral 2026 e apresentado aos candidatos. 

Também foram definidas outras tarefas que terão continuidade nesta nova gestão. Entre as principais estão: 

  • mobilização pelo fim da escala 6x1;
  • campanha emergencial contra o feminicídio;
  • organização das campanhas salariais do segundo semestre, que envolvem metalúrgicos, trabalhadores dos Correios, bancários e químicos;
  • campanhas de solidariedade internacional aos povos venezuelano e boliviano.

"A participação de dirigentes metalúrgicos na direção da CSP-Conlutas fortalece nossa capacidade de organização e na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Vamos seguir enfrentando os ataques aos direitos, combatendo as práticas antissindicais e fortalecendo a mobilização por melhores condições de trabalho e de vida", afirma Macapá.


Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos / Foto: Roosevelt Cássio - 22/07/2026

 

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