Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) marcaram presença na grande mobilização nacional realizada nesta terça-feira (30), em São Paulo, em defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho sem redução de salários. O ato reuniu milhares de trabalhadores e trabalhadoras, que ocuparam a Avenida Paulista em uma caminhada histórica até a Praça Roosevelt, reforçando a luta por uma jornada mais justa, capaz de proporcionar mais qualidade de vida, geração de empregos e equilíbrio entre trabalho, descanso e convivência familiar.
Convocada pela UGT, CUT, Força Sindical, CTB, CSB, Intersindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores, Pública, Frente Brasil Sem Medo, Frente Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais e pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT), a manifestação teve como principal objetivo pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), a colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221, que trata do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho.
Representando o Sintratel participaram da mobilização o presidente Marco Aurélio Coelho de Oliveira, o secretário-geral de Comunicação e Imprensa Marcisio Moura, o diretor de Administração e Finanças e de Negociações Coletivas Alex Boccia, o diretor de Relações Trabalhistas e Acordos Coletivos Alberto Paiva, o diretor de Igualdade nas Relações do Trabalho Paulo Cesar Martins e o diretor de Cultura e Fomentação do Trabalho Ronaldo Lopes do Nascimento (Franco).
Para a direção do Sintratel, a mudança na jornada de trabalho representa um avanço necessário nas relações trabalhistas brasileiras. A proposta busca criar condições para ampliar a geração de empregos, distribuir melhor as oportunidades de trabalho e garantir que trabalhadores e trabalhadoras tenham mais tempo para o descanso, o lazer, os estudos, a convivência familiar e os cuidados com a saúde física e mental, sem qualquer redução salarial.
Durante toda a caminhada, manifestantes entoaram palavras de ordem que expressavam o sentimento da classe trabalhadora. Uma das mais repetidas foi: "Não é mole, não. A 6×1 só é boa para o patrão", reforçando a necessidade de modernizar as relações de trabalho e colocar o bem-estar dos trabalhadores no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico.