O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, participou, na manhã desta quarta-feira (1º), de uma importante plenária no Senado Federal que debateu a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. Antes do início dos trabalhos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu representantes das centrais sindicais, membros do Governo Federal e parlamentares autores da proposta, reforçando a relevância do tema para o futuro das relações de trabalho no Brasil.
Durante a sessão, Ricardo Patah ocupou a tribuna para defender a necessidade de uma jornada de trabalho mais humana, compatível com a realidade dos trabalhadores brasileiros e com os avanços tecnológicos alcançados pelo país. Em seu pronunciamento, destacou que o fim da escala 6x1 representa um avanço social capaz de gerar benefícios para toda a sociedade.
"A economia deve estar a serviço das pessoas. O trabalhador precisa ter tempo para viver, conviver com a família, estudar e cuidar da saúde. Não podemos aceitar que o desenvolvimento aconteça às custas do adoecimento e da exaustão da classe trabalhadora", afirmou.
Patah ressaltou que reduzir a jornada de trabalho não significa reduzir a produtividade. Pelo contrário, representa um investimento na qualidade de vida, na saúde física e mental e no desenvolvimento humano. Segundo ele, trabalhadores com mais tempo livre terão melhores condições para buscar qualificação profissional, frequentar instituições de ensino, fortalecer a convivência familiar e participar mais ativamente da vida em comunidade.
O presidente da UGT também destacou os impactos positivos da medida em diversos setores da economia. Para ele, a ampliação do tempo livre impulsionará atividades como o turismo, a cultura, o esporte e o comércio. Como exemplo, citou que milhares de trabalhadores paulistas poderão realizar com mais frequência o tradicional "bate e volta" ao litoral, movimentando hotéis, restaurantes, bares, pequenos comerciantes e toda a cadeia produtiva ligada ao turismo regional.
Para a UGT, o crescimento econômico deve caminhar lado a lado com a valorização do trabalho, promovendo inclusão social, geração de oportunidades e melhores condições de vida para a população.
A participação da UGT no debate realizado no Senado Federal reforça o compromisso histórico da Central com a construção de relações de trabalho mais justas e equilibradas. A entidade continuará mobilizada para que a redução da jornada de trabalho avance no Congresso Nacional, representando uma conquista que beneficiará milhões de trabalhadores brasileiros e contribuirá para um país mais desenvolvido, produtivo e socialmente justo.