Notícia - Para pressionar o Senado, é preciso construir a greve geral por 40 horas, já!

Depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a escala 5x2 e a jornada de 40 horas semanais, ocorrida em 27 de maio, é preciso pressionar o Senado e arrancar a vitória definitiva dos trabalhadores. O Sindicato e a CSP-Conlutas defendem uma greve geral para garantir as 40 horas sem período de transição e seguir rumo às 36 horas semanais.

A aprovação na Câmara dos Deputados foi uma importante vitória da mobilização popular, mas a PEC prevê a redução para 42 horas apenas 60 dias após a promulgação da lei e a chegada às 40 horas somente um ano depois. 

Por isso, o Sindicato e a CSP-Conlutas convocam as demais centrais sindicais para a construção de uma greve geral. O movimento nacional é imprescindível para derrubar essa transição e fortalecer a luta pelas 36 horas. 

A mobilização também é necessária porque o Senado já sinalizou que a tramitação será lenta. Treze dias após a aprovação na Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), ainda não despachou a proposta para as comissões e afirmou não ter pressa para levá-la ao plenário.

Enquanto isso, a PEC 12/2026, conhecida como “PEC da Escravidão” ou “PEC 7x0”, já tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Assinada por 41 senadores de direita, entre eles Flávio Bolsonaro (PL), a proposta cria um regime de pagamento por hora trabalhada e pode afetar direitos como FGTS, férias e 13º salário.

Lutas históricas
Com tantos direitos em risco, precisamos concentrar toda a pressão sobre os senadores e retomar a tradição dos grandes enfrentamentos da classe trabalhadora. Em 1917, por exemplo, uma greve geral foi deflagrada em São Paulo por melhores condições de trabalho, aumento salarial e redução da jornada.

Em 1886, em Chicago (EUA), milhares de trabalhadores cruzaram os braços para exigir a redução da jornada de até 17 para oito horas diárias. 

Na década de 1980, no Brasil, trabalhadores ocuparam fábricas para exigir a redução da jornada de 48 para 40 horas semanais. Uma dessas fábricas foi a General Motors, em São José dos Campos, durante a histórica greve de 1985.

Vida além do trabalho
A pauta do fim da escala 6x1 ganhou força em 2023 com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que reuniu cerca de três milhões de assinaturas em uma petição on-line pela revisão da CLT. A mobilização chegou ao Congresso por meio da PEC 8/2025, aprovada pela Câmara e atualmente à espera de votação no Senado.

Pejotização e reforma trabalhista 
Na campanha pelo fim da escala 6x1, o Sindicato também combate a pejotização, modelo em que o trabalhador é contratado como PJ (pessoa jurídica), sem direitos garantidos pela CLT. Além disso, defende a revogação da reforma trabalhista aprovada no governo Bolsonaro, que retirou direitos conquistados pela classe trabalhadora.

“É hora de cruzar os braços e ir para as ruas arrancar, de vez, essa vitória para a classe trabalhadora. A greve geral é o melhor caminho para isso, pois unifica todas as categorias de trabalhadores em uma mobilização nacional. Afinal, não podemos confiar no parlamento para garantir nossos direitos”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.


Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos / Foto: Roosevelt Cássio - 10/06/2026

 

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