Cultura e reivindicação tomaram conta da Praça da República no encerramento do Mês dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da CUT São Paulo, realizado neste último sábado, 30.
O ato marca um importante momento para os trabalhadores brasileiros, uma vez que, no último dia 27, a Câmara federal aprovou o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. Agora, a proposta segue para o Senado. Durante a atividade na Praça da República, dirigentes sindicais destacaram sobre a importância da conquista, mas que a pressão para aprovação no Senado é fundamental.
Além da reflexão das pautas importantes para o próximo período, a população que passava pela Praça da República contou com sete horas de programação cultural, com apresentações de artistas como: Almirzinho Serra, Afro-X, Rappin Hood, Cassiana Pérola Negra, Taty Dantas, Canto de Rei, Fabiano Sorriso, Grupo SP5, Vou pro Sereno, Pagode da Dandá, Ricardinho e DJ Fábio Rogério. Patrícia Liberato liderou a apresentação do evento.
O presidente da CUT São Paulo, Raimundo Suzart, defendeu que o acesso à cultura e ao lazer é um direito fundamental da classe trabalhadora. “O trabalhador tem que lutar, mas precisa ter direito à cultura, ao lazer”, reforçou.
Suzart também associou essas pautas às reivindicações trabalhistas atuais e ao cenário político. “Nós estamos conquistando [espaço] com o fim da escala 6x1, com a redução da jornada sem redução de salário. E isso significa que o voto tem consequência. Uma consequência de quatro anos. Nós vimos que, na pandemia, quase 800 mil vidas foram interrompidas porque não havia compromisso com a população”, declarou o dirigente.
A agenda construída pela CUT-SP ao longo do mês de maio ocorreu em diversos locais do estado e levou ações de cidadania, saúde, lazer e cultura, além de diálogo com a sociedade sobre as principais lutas da classe trabalhadora.
As bandeiras de luta que nortearam o mês de maio foram:
- Redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1
- Combate à pejotização
- Combate ao feminicídio
- Igualdade salarial entre homens e mulheres
- Fortalecimento das negociações coletivas
- Regulamentação do trabalho por aplicativos
- Contra a reforma administrativa e as privatizações