Trabalhadores da região estão mobilizados por vale-alimentação (VA) maior. Na Retin, zona leste de São José dos Campos, os metalúrgicos conquistaram o reajuste do VA após uma greve. Pressionada, a fábrica aumentou o valor oferecido, e a proposta foi aprovada em assembleia, nesta terça-feira (12).
A greve dos trabalhadores da Retin começou na sexta (8) e durou 24 horas. Eles rejeitaram duas propostas da fábrica e exigiram VA maior. Após a mobilização, a empresa se reuniu com o Sindicato na segunda (11) e fez uma contraproposta, aprovada hoje.
Pelo acordo, o VA da Retin passará de R$ 250 para R$ 330 mensais, durante três meses. Depois, o valor subirá para R$ 350. O reajuste chega a 40%.
“Os trabalhadores da Retin estão de parabéns. A fábrica começou a negociação oferecendo só R$ 9,75 de reajuste. Os metalúrgicos rejeitaram a proposta vergonhosa e aprovaram aviso de greve. Com uma contraproposta ainda insuficiente, eles decidiram cumprir o aviso e fizeram a greve que pressionou a empresa a atender à reivindicação”, explica a diretora do Sindicato Fatima Silva.
A Retin é do setor de autopeças e emprega cerca de 65 pessoas.
Igainox
Também nesta terça-feira (12), os trabalhadores da Igainox/Igasol, em Caçapava, participaram de assembleia sobre o VA. Eles rejeitaram duas propostas da fábrica: R$ 310 mensais, a partir deste mês, ou R$ 330 mensais, a partir de setembro.
Com a rejeição, os metalúrgicos reivindicam uma nova proposta, com valor maior que os apresentados. Atualmente, o VA pago pela empresa é de R$ 280 mensais.
“Os companheiros da Igainox estão descontentes com os valores apresentados. O Sindicato já pediu nova negociação com a empresa. A mobilização continua até que a fábrica atenda à reivindicação”, disse o diretor Arthur Cezário dos Santos.
A Igainox faz produtos de inox e emprega cerca de 90 pessoas.