Notícia - Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, tenta impedir greve na Justiça

Após enviar à Câmara Municipal um projeto de lei com proposta miserável de reajuste geral anual ao conjunto do funcionalismo de apenas 3,51% — dividido em duas parcelas e sem contemplar as demandas específicas dos trabalhadores da educação, a gestão Ricardo Nunes ainda recorreu à Justiça para tentar declarar a greve da educação abusiva e ilegal.

Em decisão obtida pela Prefeitura, o Tribunal de Justiça (TJ) determinou que cada unidade escolar mantenha 70% do quadro de funcionários em atividade. Além disso, estipulou uma multa diária de R$ 10 mil aos sindicatos em caso de descumprimento e agendou uma audiência de conciliação entre o governo e os sindicatos exclusivos da educação para a próxima quarta-feira (13/05). 

Força do movimento

A covarde movimentação da gestão do prefeito Ricardo Nunes e a tentativa de judicialização ocorrem em um momento de ascensão da mobilização. Nunes ataca o direito de greve dos profissionais de educação em sua legítima greve, em um momento em que o movimento demonstra força e crescimento. No último dia 6 de maio, mais de 15 mil profissionais marcharam da Secretaria Municipal de Educação até a sede da Prefeitura, percorrendo a Avenida 23 de Maio e afetando enormemente o trânsito já caótico da cidade. Embora o ato tenha impactado o trânsito da capital, os manifestantes ressaltam que o objetivo não é prejudicar a população, mas sim responder à postura intransigente da gestão, buscando reconhecimento e visibilidade para a luta travada. 

Continuidade da greve da educação

Em assembleia realizada na porta da prefeitura, após a marcha, a categoria decidiu manter a paralisação e intensificar o movimento, mesmo sob ameaças da justiça e uma nova manifestação e assembleia já estão marcadas para o dia 13/05, às 14h, em frente à Prefeitura. 

Pauta de reivindicações

Protocolada originalmente em outubro de 2025, a pauta da Campanha Salarial 2026 exige soluções para problemas estruturais que impactem na melhoria das condições de trabalho e que freiem o acelerado processo de adoecimento dos profissionais de educação.

Entre os pontos principais da reivindicação dos EDUCADORES estão:

  • Valorização salarial com aumento real e valorização na carreira.
  • Fim do confisco previdenciário dos aposentados e redução da alíquota dos ativos de 14% para 11%.
  • Fortalecimento da Educação Especial e Integral.
  • Condições dignas de trabalho e saúde para os profissionais.
  • Respeito ao Quadro de Apoio e à Educação Inclusiva.


Fonte:   Juliano Godoi - Diretor da CUT-SP e do SINPEEM-SP - 11/05/2026

 

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