Os metalúrgicos e metalúrgicas da base da FEM-CUT/SP aprovaram, por meio de assembleias realizadas pelos sindicatos filiados em diversas regiões do estado, o slogan, os eixos e a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026. O processo mobilizou trabalhadores nas fábricas e sedes sindicais, consolidando as propostas que serão levadas à mesa de negociação com as bancadas patronais.
Com o slogan “Na Luta por Direitos, por Salários e pelo Nosso Futuro”, a campanha deste ano será organizada a partir de três eixos centrais: a redução da jornada sem redução de salários, o fim da escala 6×1 — também sem redução salarial — e a ampliação de representantes dos trabalhadores nas instâncias políticas, tais como o Congresso Nacional e a Alesp.
Para o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, o processo de construção da campanha reforça o compromisso da entidade com a participação da base.
“Essa é uma campanha construída de forma democrática, ouvindo os trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho e nas assembleias. É esse diálogo direto com a categoria que dá legitimidade à pauta que vamos defender nas negociações com os patrões”, destacou.
A secretária da Mulher Trabalhadora, Ceres Lucena, destacou o papel das mulheres na campanha e a necessidade de avançar em igualdade.
“As mulheres trabalhadoras seguem na linha de frente dessa luta. É fundamental que a campanha salarial também enfrente as desigualdades, combata a discriminação e garanta mais direitos, respeito e oportunidades para todas”, pontuou.
Ela completa que o debate também passa pela luta contra a violência de gênero e o feminicídio. “Vemos dados crescentes de mulheres sofrendo agressão e sendo mortas no estado de São Paulo. Por isso, também levantamos a essa bandeira na Campanha Salaria para dizer basta de violência contra as mulheres.”
O secretário-geral da entidade, Max Pinho, ressaltou a importância dos eixos definidos para este ano.
“Os três eixos aprovados refletem desafios concretos da classe trabalhadora para este ano de 2026. Discutir a redução da jornada, enfrentar a escala 6×1 e ampliar nossa representação política são passos fundamentais para melhorar as condições de vida e fortalecer a luta por direitos”, afirmou.
Já o tesoureiro Claudião Batista enfatizou que a Campanha também terá como prioridade a valorização salarial e a manutenção de conquistas históricas.
“Vamos lutar por aumento real nos salários, acima da inflação, e pela garantia de todos os direitos previstos nas Convenções Coletivas de Trabalho. Nada do que conquistamos foi sem luta e assim será mais uma vez”, disse.
Com a pauta aprovada, a FEM-CUT/SP inicia agora a próxima etapa da Campanha. Um ato de lançamento, como o que foi realizado nos dois últimos anos, está sendo organizado pela entidade.
Além disso, a pauta de reivindicações será entregue para as bancadas patronais e as negociações coletivas terão início.
A mobilização nas bases deve seguir como elemento central para pressionar por avanços concretos nas condições de trabalho e de vida da categoria.