Sindicatos filiados à CUT em todo o estado de São Paulo estão em plena mobilização de suas bases para garantir uma forte participação na Marcha da Classe Trabalhadora 2026, que acontece no próximo dia 15 de abril, em Brasília. A articulação envolve plenárias e organização de caravanas, reafirmando o protagonismo da CUT-SP na construção da jornada nacional de lutas.
A iniciativa integra um esforço coletivo das centrais sindicais para levar milhares de trabalhadores e trabalhadoras à capital federal em defesa de uma pauta histórica e urgente. Entre as principais reivindicações estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização e à precarização, além da regulamentação do trabalho por aplicativos.
Em São Paulo, a mobilização tem ganhado força nas categorias, com dirigentes intensificando o diálogo com a classe trabalhadora e destacando a importância da presença nas ruas para pressionar por avanços concretos.
Para o presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, o momento exige unidade e organização. “Estamos organizando nossas bases em São Paulo porque sabemos que nenhum direito é garantido sem luta. A Marcha em Brasília será um grande recado: não aceitaremos retrocessos e vamos avançar na conquista de mais direitos, como o fim da escala 6x1 e a redução da jornada”, afirma o dirigente.
A programação da Marcha começa às 8h, com concentração no estacionamento do Teatro Nacional, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral. Às 9h, será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora, reunindo lideranças sindicais, movimentos populares e delegações de todo o país. Em seguida, às 10h30, a marcha segue em direção à Esplanada dos Ministérios.
No período da tarde, representantes das centrais sindicais devem entregar a pauta de reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em agenda já confirmada.
Além das bandeiras centrais, a mobilização também defende a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7.500, regras mais justas para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia desse direito no setor público.
A Marcha da Classe Trabalhadora faz parte da Jornada Nacional de Lutas que se articula com o 1º de Maio e outras atividades políticas, culturais e formativas em todo o país. Para a CUT-SP, o momento é de intensificar a organização popular e fortalecer a luta por justiça social, soberania e valorização do trabalho.