Notícia - Assembleia na Usina Iracema de Iracemápolis destaca pautas da Campanha Salarial 2026

Convocada pelo STIAL (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região), uma assembleia realizada com os trabalhadores da Usina Iracema (Grupo São Martinho) de Iracemápolis-SP nesta quinta-feira (2)  destacou as pautas da Campanha Salarial 2026.

O ato teve participação da CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins) e da FETIASP (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo), além de diversos sindicatos da categoria.

“A palavra neste momento é união. União dos trabalhadores com seu sindicato e união das entidades companheiras em torno do objetivo da valorização da nossa categoria”, apontou o presidente do STIAL, Artur Bueno Júnior, presidente do Sindicato.

No dia 10 de abril, a Federação realizará o “1º Encontro Unificado dos Trabalhadores da Categoria do Setor Sucroalcooleiro do Estado de São Paulo”, em Jales-SP. O evento reúne representantes sindicais da Alimentação, Químicos, Transportes e Rurais – categorias com atuação nas usinas de cana-de-açúcar – e tem o objetivo de mudar a dinâmica das negociações com os grandes grupos do setor.

“São empresas de porte gigante, que tentam esmagar o trabalhador durante a Campanha Salarial. Desta vez, vamos com todas as categorias envolvidas unidas”, disse Melquíades Araújo, o presidente da FETIASP.

 

ASSEMBLEIA

Durante a assembleia em Iracemápolis, os trabalhadores e trabalhadoras receberam o material informativo do STIAL referente às negociações deste ano, e se manifestaram com relação às pautas da Campanha. Além de ganho real de salários, a categoria reivindica a redução da jornada de trabalho com fim da escala 6X1 sem redução salarial, o respeito às normas de saúde e segurança do trabalhador com destaque para a questão da saúde mental (NR1), valorização do piso salarial e aumento no Cartão Alimentação/Cesta Básica.

“O setor é estratégico para o desenvolvimento nacional, e vetor da transição energética. Até por isto, e além do seu poderio econômico, as empresas se unem contra o trabalhador. Este ano, daremos uma resposta ainda mais firme”, analisou o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo.

Os dirigentes sindicais destacaram o caso da Raízen, gigante do setor que se endividou e entrou em recuperação extrajudicial. “O trabalhador não pode e não vai pagar esta conta”, finalizou Artur Bueno Júnior.

 


Fonte:  Assessoria de Imprensa - 10/04/2026

 

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