Ontem, 25 de março, cerca de 350 entregadores de aplicativos (iFood, Keeta e 99Food) realizaram protestos na capital paulista e em Osasco cobrando melhores condições de trabalho. As pautas dos trabalhadores foram um prazo maior para cumprir o curso obrigatório para motoboys e taxa minima de R$ 10 por entrega.
A nova paralisação dos entregadores surge no momento em que ocorrem muitas apreensões nas rodovias próximas da cidade de São Paulo.
Desde 2009, uma lei nacional, exige um curso especializado para motoboys e engloba outros requisitos para entregadores, como idade mínima de 21 anos e uso de colete de segurança retrorrefletivo. Segundo os motociclistas, a fiscalização se intensificou nos últimos dias na região metropolitana.
O presidente do Sindimoto-SP, Gilberto Almeida dos Santos, explica a situação: “Ali na [rodovia] Castelo [Branco], de uma hora para a outra, a Polícia Rodoviária começou a exigir o curso, retendo algumas motos e aplicando algumas multas".
A mobilização dos trabalhadores deu resultado. Após a manifestação, o sindicato e o Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo) realizaram reunião. O órgão estadual reconheceu erros e chegou a um acordo para cancelar as multas e oferecer de forma gratuita o curso e a prova.
Após a manifestação, o Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo) realizou reunião com lideranças da categoria, disse ter reconhecido erros e chegou a um acordo para cancelar as multas e oferecer de forma gratuita o curso e a prova.
As empresas de entrega por aplicativo se manifestaram. A mais nova do mercado, a chinesa Keeta, afirmou que respeita a liberdade de expressão e o direito de manifestação de seus entregadores e disse que permanece aberta ao diálogo.
Por meio da Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), iFood e 99Food declararam defender, desde 2022, uma regulamentação equilibrada para o trabalho por plataformas e criticou o que chamou de “debate politizado”.