Notícia - Argentinos enfrentam reforma trabalhista selvagem de Milei

O governo de extrema-direita de Javier Milei deu um violento golpe contra a classe trabalhadora na Argentina. A reforma trabalhista proposta pelo presidente foi aprovada pelo Senado na sexta-feira (27). O texto segue para sanção presidencial.

A nova lei, que retira direitos dos trabalhadores argentinos, foi aprovada mesmo com forte rejeição da população. Enquanto senadores se reuniam em uma sessão tensa, o povo fazia a quinta greve geral contra o desmonte das leis trabalhistas no país. O texto foi aprovado com 42 votos favoráveis e 28 contrários.

A reforma de Milei representa um retrocesso de um século na legislação argentina. A nova lei joga no lixo conquistas trabalhistas e prejudica a população.


Principais retrocessos


Os principais pontos da reforma de Milei são:

  • aumento da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, sem pagamento de horas extras;
  • redução de indenizações trabalhistas, com possibilidade de parcelamento em até 12 meses;
  • flexibilização de férias e contratos de trabalho;
  • restrições a greves;
  • ampliação do período de experiência para até 12 meses, com indenizações reduzidas;
  • mudanças nas negociações coletivas, em que as empresas poderão negociar com sindicatos locais e ignorar convenções coletivas nacionais.


Mentira repetida

A reforma trabalhista na Argentina, assim como ocorreu no Brasil em 2017, é justificada por mentiras, como a de que vai gerar novos empregos e combater a informalidade.

“É assim que a extrema-direita age: com mentiras e retirada de direitos dos trabalhadores, para que as grandes empresas continuem lucrando alto. Somos solidários aos trabalhadores argentinos nesse momento crítico, até porque já vimos esse filme aqui no Brasil”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

“Milei, assim como outros políticos da ultradireita, pisa nos direitos trabalhistas com ataques e precarização. Aqui no Brasil, a reforma de Temer abriu portas, por exemplo, para a pejotização desenfreada. Não é à toa que lutamos pela revogação dela”, conclui Weller.


Fonte:  CSP-CONLUTAS - 02/03/2026

 

O Mundo Sindical e os cookies: nós usamos os cookies para guardar estatísticas de visitas, melhorando sua experiência de navegação.
Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.