Os trabalhadores do ramo dos metalúrgicos da CNM/CUT em Santa Catarina e do Paraná realizaram, nesta terça-feira (10), em Joinville (SC), um encontro estratégico para debater os desafios e as lutas da categoria no próximo período. A atividade reuniu dirigentes sindicais dos dois estados e contou com a presença do presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira.
Entre os principais temas debatidos estiveram: o fim da escala 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, as ações da CUT e da CNM para 2026, o Dia Internacional da Mulher (8 de Março), a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF), marcada para 15 de abril, o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, as eleições de 2026 e a Marcha dos Catarinenses.
O encontro também foi marcado por uma análise de conjuntura, construída a partir da realidade vivida pelas trabalhadoras e trabalhadores metalúrgicos, e da perspectiva das direções sindicais sobre a organização da categoria diante das lutas que se intensificam em 2026.
Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, o encontro reafirmou a centralidade do debate sobre a redução da jornada de trabalho, o fortalecimento da indústria e a necessidade de recolocar o trabalho como prioridade nas estratégias de desenvolvimento.
“Fizemos uma análise da situação que estamos vivendo no país e das agendas que a CNM/CUT tem pela frente junto com os metalúrgicos de Santa Catarina e do Paraná. Definimos como prioridade as discussões sobre a jornada de trabalho e o fortalecimento da indústria no estado, recolocando o trabalho como eixo central das estratégias”, afirmou.
Participaram da reunião os sindicatos dos metalúrgicos de Araquari e São Francisco do Sul, Blumenau, Concórdia, Criciúma, Jaraguá do Sul, Joinville, Pomerode, além do Sindicato dos Mecânicos de Joinville. Pelo Paraná, estiveram presentes os sindicatos de Ponta Grossa e Toledo, reforçando o caráter interestadual da articulação do ramo.
Para Cleverson Siewert, dirigente sindical presente na atividade, o encontro permitiu que os sindicatos compartilhassem a realidade concreta vivida pela categoria em cada região.
“Reunimos sindicatos de várias regiões de Santa Catarina e do para olhar a nossa realidade a partir dos nossos próprios territórios. Foram apresentados os ganhos das últimas datas-bases, mas também os problemas que afligem a categoria, especialmente os baixos salários no ramo metalúrgico. Hoje vemos trabalhadores e trabalhadoras recebendo salários muito baixos, enquanto outros setores pagam melhor. Por diferenças pequenas, muitos acabam mudando de emprego, o que mostra a necessidade de fortalecer a luta por melhores condições de trabalho e valorização da categoria”, destacou.
O presidente da CNM/CUT também enfatizou a importância do fortalecimento da articulação interestadual e da luta histórica pela Federação da CUT em Santa Catarina. “Esse encontro reafirma a unidade entre Santa Catarina e Paraná, fortalecendo nossa relação interestadual. O compromisso é fazer um ano forte, de muita luta, garantindo que a indústria que cresce também gere renda, direitos e organização sindical”, concluiu.
Rumo a Brasília
Loricardo destacou ainda o compromisso com as mobilizações nacionais da classe trabalhadora e com a construção de uma agenda forte para o próximo período.
“Assumimos o compromisso de estar nas agendas da CNM/ CUT, preparando a jornada de lutas em Brasília, especialmente a Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 15 de abril. Precisamos colocar muita gente em Brasília e, ao mesmo tempo, fortalecer a organização no estado, olhando para as eleições e para o papel estratégico das metalúrgicas e metalúrgicos na construção de políticas públicas, na organização nos locais de trabalho e na sindicalização”, ressaltou.