Notícia - Campanhas salariais são foco dos sindicatos da construção civil de SP para 2026

Dezenas de sindicatos do setor da construção civil do estado de São Paulo definiram que o foco prioritário da ação sindical no ano de 2026 deve ser a unificação de estratégias de negociação para renovação das convenções coletivas. Além disso, também foi proposta uma participação ativa de seus dirigentes na eleição deste ano, especialmente a que vai renovar a Câmara e dois terços do Senado.

Este foi o resultado final do Seminário de Planejamento 2026 realizado pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom-SP) durante os dias 20 e 22 de janeiro na colônia de férias da entidade em Mongaguá, no litoral paulista. 

A atividade contou com a participação da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT (Conticom), além de parlamentares, presidentes das principais centrais sindicais do país e representantes de entidades como Dieese, Senai, Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM).

“O Seminário foi um sucesso, pois reunimos mais de 90 sindicalistas de 35 entidades sindicais do estado para planejarmos em conjunto o ano de 2026. A presença de dirigentes das principais centrais sindicais do país também deu peso à atividade, no sentido de unificarmos nossas estratégias de atuação, especialmente nas negociações coletivas e nas eleições”, resumiu Gilmar Guilhen, presidente da Feticom-SP.

 

Campanhas Salariais 2026

Para organizar todo o movimento sindical do setor da construção em nível estadual, o Seminário definiu comissões de negociação para cada ramo, como construção civil, produtos de cimento, elétrica, móveis, serraria/carpintaria, mármore/granito, cerâmica.

A Feticom-SP realizará reuniões da comissão permanente de negociação com a participação dos representantes setoriais para formatar o que foi discutido no Seminário e definir as diretrizes e o tema da Campanha Salarial 2026.

“Precisamos definir rapidamente os detalhes da campanha unificada porque, apesar de a data-base principal da construção civil ser em 1° de maio, em alguns ramos, como o de produtos de cimento, é em 1º de março. Por isso, já temos que ter a campanha nas ruas em fevereiro”, explica Guilhen.

 

Outras prioridades

Além do foco prioritário nas campanhas salariais, o Seminário de Planejamento da Feticom-SP também contou com a presença de parlamentares, como o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) e o deputado estadual Luiz Fernando (PT-SP).

Os dois parlamentares analisaram o cenário político atual e mencionaram a mobilização do movimento sindical como ponto importante para o crescimento das bancadas comprometidas com os direitos trabalhistas.  O debate também contou com falas de Raimundo Suzart, presidente da CUT-SP, e de dirigentes de algumas das principais centrais sindicais do país, como Força Sindical, NCST, CTB e UGT.

Outro painel importante foi apresentado por Camila Ikuta, do Dieese, que levou aos participantes números relativos do setor da construção, como contratação e demissão, vendas, crescimento, fatores considerados fundamentais na preparação dos dirigentes para as mesas de negociação.

“Com a perspectiva de índice baixo de inflação, poderemos ter uma boa campanha salarial em função da expectativa de conquista de aumento real nessa próxima renovação da convenção coletiva”, avalia Marcelo Ferreira dos Santos, tesoureiro da Conticom-CUT e da Feticom-SP.

O tema da formação profissional ganhou destaque com a presença Camila Pimenta, diretora do Senai-SP, que apresentou detalhes da parceria entre a entidade e a Feticom-SP para garantir avanços na qualificação da mão de obra da construção civil.

Em sua participação no Seminário, o presidente da Conticom-CUT, Cláudio Gomes, falou sobre a falta de mão de obra qualificada na construção civil. O sindicalista chamou a atenção para o fato de que as empresas, ao mesmo tempo que cobram mão de obra qualificada, não valorizam os trabalhadores e trabalhadoras mais qualificados/as e insistem em pagar apenas o piso salarial.


Fonte:  Redação CONTICOM - 29/01/2026

 

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