A CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) completa 20 anos com um orgulho imenso de sua trajetória: nós nunca baixamos a guarda.
Nascida no calor das ruas e da indignação, consolidamos duas décadas de uma história inegociável: a defesa intransigente da nossa classe. Surgimos no início do século 21 como um grito de resistência contra a precarização e como um escudo em defesa dos serviços públicos. Mas, acima de tudo, nascemos para provar que é possível fazer sindicalismo com total autonomia e independência frente a qualquer governo e patrões. E assim continuamos.
A origem na ousadia
Nossa entidade nasceu de uma ruptura necessária. Em 2003, quando as direções sindicais, principalmente a CUT, escolheram o caminho da conciliação e do abraço ao governo, nós escolhemos o enfrentamento. O embrião da nossa Central foi a resposta corajosa de servidores e operários contra a reforma da Previdência que atacava direitos. Essa semente floresceu em 2006 com a fundação da Conlutas: um polo para quem não aceita amarras e não teme enfrentar reformas estruturais.
A unidade da nossa classe
Em 2010, demos um salto histórico com o Congresso de Unificação, tornando-nos CSP-Conlutas. Entendemos que a batalha do trabalhador não termina no portão da fábrica. Por isso, abraçamos e incorporamos os movimentos de luta por moradia, a juventude rebelde e as lutas de combate ao racismo, machismo e LGBTfobia. Somos também internacionalistas: a dor do povo palestino ou haitiano é a nossa dor.
Neste período onde houve ataque aos trabalhadores, nós estivemos lá. Seja na heroica resistência do Pinheirinho (2012), no Ocupa Brasília (2017), nas Greves Gerais contra as reformas /trabalhista e da Previdência de Temer; na oposição ferrenha ao governo de ultradireita de Bolsonaro e sua gestão genocida na pandemia.
O futuro é de luta!
Ao completar 20 anos, não vivemos de passado. Estamos nas ruas hoje nos enfrentamentos contra a precarização do trabalho, a reforma Administrativa e pelo fim da jornada 6x1; contra todas as formas de opressões; em defesa do povo ucraniano, palestino e venezuelano. A CSP-Conlutas se soma à resistência dos povos indígenas, quilombolas contra a cessão das florestas ao agronegócio, à pecuária e comércios ilegais e a destruição do meio ambiente; se soma à resistência contra violência policial nas favelas e na luta por moradia.
Em um mundo marcado por disputas imperialistas e incertezas, a CSP-Conlutas reafirma seu compromisso: seguiremos classistas, democráticos, internacionalistas e organizados pela base. Parabéns a essa luta! Avante por mais 20 anos!