Esta segunda-feira (22) contou com uma nova rodada de negociação, desta vez no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Após votação unânime em assembleia em frente ao órgão judicial, o STICMB (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Mobiliário de Belém) apresentou uma contraproposta de aumento em 8% dos salários, cesta básica no valor de R$ 250, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 350, retomada do pagamento no dia 30 de cada mês, manutenção dos direitos sociais e atendimento à pauta de reivindicações das mulheres trabalhadoras.
Contudo, a negociação geral segue sem avanços. A patronal se manteve irredutível na última negociação, a categoria, por sua vez, está confiante na força da mobilização.
Mais um acordo fechado
Diante da urgência da realização de obras voltadas para a COP30, acordos em separado têm sido fechado por empresas do setor. Desta vez foi a empresa Don Engenharia e suas terceirizadas, responsáveis pela obra do Mix Mateus, que cedeu à força da greve, fechando um acordo coletivo.
O acordo garante 8% de reajuste nos pisos salariais, cesta básica de R$ 210, PLR de R$ 354, pagamento regular até o dia 30 e a manutenção de todas as cláusulas sociais.
Segundo o coordenador do STICMB, Ailson Cunha, a conquista foi celebrada pelos trabalhadores e expressa mais uma conquista: "Essa é mais uma grande vitória dos trabalhadores e trabalhadoras, que mostra a força da nossa luta."
Nesta terça-feira (23), a concentração está marcada na parte da manhã, na sede do Sindicato, para nova assembleia geral.
Trabalhadores acreditam que se mantiverem a mobilização forte é possível arrancar as reivindicações. Isto porque, os empresários estão enchendo os bolsos de dinheiro com verbas de mais de R$ 7 bilhões liberadas para a COP30. Governos estadual, de Hélder Barbalho, e municipal de Belém, de Igor Normando, também são beneficados com inúmeras obras do evento.
Todo apoio à greve dos operários e operárias da construção civil de Belém, Ananindeua e Marituba.