A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) reuniu, nesta quarta-feira (27), representantes de federações e sindicatos metalúrgicos de todo o país para alinhar os próximos passos da luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e pelo fim da escala 6x1 depois do abaixo-assinado entregue em Brasília, no último dia 13 de agosto, .
“A campanha da CNM/CUT já mostrou capacidade de mobilização, alcançou visibilidade nacional e colocou a pauta da redução da jornada no centro do debate. Agora é hora de intensificar as energias para garantir que a redução de jornada seja aprovada no Congresso, somando cada sindicato e cada trabalhador nessa luta que é de toda a classe trabalhadora. O plebiscito popular é uma ferramenta para transformar essa mobilização em pressão política real sobre o Congresso", afirmou Loricardo de Oliveira, presidente da CNM/CUT.
Ficou acertado entre os dirigentes sindicais que agora é hora de intensificar a mobilização para a campanha do Plebiscito Popular, uma consulta pública nacional que dá voz ao povo brasileiro sobre três pontos centrais:Fim da Escala 6x1, Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salário e por Justiça tributária, garantindo isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e maior taxação para quem recebe acima de R$ 50 mil.
Convocada sob o chamado “Essa é uma pauta estratégica para a categoria e precisa da participação de todas as lideranças. Vamos juntos avançar na luta por melhores condições de trabalho e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora”, a reunião teve como centro a mobilização em torno do Plebiscito Popular 2025 e a decisão de manter o abaixo-assinado da CNM/CUT como campanha permanente, até a aprovação da proposta no Congresso Nacional.
Participe do Plebiscito Popular 2025
Vote em plebiscitopopular.org.br ou procure seu sindicato e entidades populares para registrar seu voto presencialmente.
Mobilização nacional e próximos passos
Durante a reunião, dirigentes reafirmaram a importância de intensificar a coleta de votos até o prazo final, em 24 de setembro. Mas a decisão da CNM/CUT foi clara: a campanha não se encerra em setembro.
Entre as ações já aprovadas estão:
- Abaixo-assinado permanente: seguirá em circulação mesmo após o fim do plebiscito.
- Pressão no Congresso: nova mobilização em outubro, com reuniões com lideranças partidárias e tentativa de audiência com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Audiências públicas nos estados: como a que será realizada em Minas Gerais, com participação de parlamentares como Reginaldo Lopes e Érica Hilton.
Educação e juventude: articulação com o MEC para debater a redução da jornada nas escolas.