Notícia - Julgamento de Bolsonaro é uma lição de democracia segundo a revista The Economist

A capa da revista britânica The Economist retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro como o cara que invadiu o Capitólio nos EUA e dizendo que o julgamento que inicia na próxima semana é uma lição de democracia.

"O Brasil oferece uma lição de democracia para uma América que está se tornando mais corrupta, protecionista e autoritária".

Na capa, Bolsonaro está com o rosto pintado com as cores do Brasil e com o chapéu igual ao que usava o “viking do Capitólio”, um dos apoiadores extremistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a invasão ao Congresso americano em 2021 e que recebeu perdão de Trump.

Na reportagem, Bolsonaro é chamado de “polarizador” e “Trump dos trópicos”, e segundo a revista, o ex-presidente e seus aliados serão considerados culpados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A "The Economist" ainda afirma que "o golpe fracassou por incompetência, e não por intenção".

"Isso torna o Brasil um caso de teste para a recuperação de países de uma febre populista", diz a reportagem, enumerando exemplos de outros países como os EUA, Reino Unido e Polônia.

A manchete da revista é: “O que o Brasil pode ensinar para a América” e a publicação apresenta as justificativas enumerando as ações recentes do governo Donald Trump.

Além das medidas tomadas contra o Brasil em defesa de Bolsonaro, como a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, a "The Economist" destaca, por exemplo, a tentativa de interferência no Fed e as ameaças a cidades controladas por adversários democratas.

"Isso nos remete a uma era sombria e passada, em que os Estados Unidos, habitualmente, desestabilizaram os países latino-americanos. Felizmente, a interferência do Sr. Trump provavelmente sairá pela culatra. (...) Ao contrário de seus pares nos Estados Unidos, muitos dos políticos tradicionais do Brasil, de todos os partidos, querem seguir as regras e progredir por meio de reformas. Essas são as marcas da maturidade política. Pelo menos temporariamente, o papel do adulto democrático do hemisfério ocidental se deslocou para o sul", diz a reportagem.



Fonte:  Mundo Sindical com informações do g1 - 28/08/2025

 

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