Artigo - Pela valorização permanente do salário mínimo

O salário mínimo foi criado em 1936, durante o governo Vargas. Portanto, neste ano de 2026, estamos celebrando 90 anos deste que é um dos principais instrumentos de distribuição de renda do País.

Fui um dos coordenadores das Marchas da Classe Trabalhadora à Brasília, desde a primeira que realizamos em 2000, e digo com muito orgulho que fomos nós, do movimento sindical unificado, que, em nome dos trabalhadores(as) e do povo brasileiro, conquistamos em 2006, no 1º governo Lula, a política de valorização do salário mínimo.

Nos governos Temer e Bolsonaro não houve aumento real do salário mínimo, isso só voltou a ocorrer no 3º e atual mandato do presidente Lula, novamente com efetiva participação do movimento sindical.

O valor atual de R$ 1.621,00, segundo o Dieese, injetará mais de 80 bilhões na economia. Não é pouca coisa! Aumenta o poder de compra da população, gera consumo, mais produção, mais emprego. Almejamos alcançar um dia o valor ideal calculado pelo Dieese (hoje seria mais de 7 mil reais).

Mas tudo passa pelas nossas escolhas e decisões políticas.

Temos eleições este ano e não podemos nem vamos vacilar: precisamos ampliar o perfil progressista, social e trabalhista do Congresso Nacional e reeleger o presidente Lula, para que o diálogo social prevaleça e, entre tantos outros projetos de inclusão, distribuição de renda e desenvolvimento, a política de valorização do salário mínimo também continue e torne-se futuramente uma política de Estado, para que não haja retrocessos!

A luta faz a lei!


Miguel Torres
presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)

 

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