Na última sexta-feira (11), na cidade de Mococa, mais uma obra federal teve os trabalhos paralisados pelo Sindicato da Construção Civil de Mococa.
Obra que está sob a responsabilidade da JZ CONSTRUÇÕES S/C LTDA, da cidade de Bom Jesus dos Perdões, a 70 kms da capital paulista.
O presidente do Sindicato, Antonio Celso de Souza, juntamente com a sua diretoria e demais assessores, iniciaram a greve nas obras do UPA – Unidade de Pronto Atendimento, unidade ligada ao ministério da saúde e em convênio com a prefeitura municipal de Mococa.
E esta obra é reincidente, pois semanas anteriores foi levado junto ao MP às denúncias de: Falta de pagamento, péssimas condições de trabalho, faltam de EPIs (equipamento de proteção individual), uniformes, falta de acomodações mínimas, ou seja, refeitório, cozinha, banheiro, camas, etc.
E desta vez o Sindicato da Construção Civil, não deixou por menos, os trabalhadores estão há 42 dias sem pagamentos, e com as mesmas faltas já citadas.
Como pode em pleno século 21, nossos trabalhadores terem os mesmos tratos dos escravos na nossa época colonial????
“É inadmissível, entrarmos aqui e ver a precariedade que se encontram nossos companheiros, ver nossos companheiros comendo em cima de sacos de cimento, ferramentas e muita sujeira, além das ratoeiras montadas próximo ao que chamam de “mesa de cozinha”, pois se não o fizer, eles são obrigados há dividir o pouco que tem com ratazanas, nós não vamos deixar nossos trabalhadores serem massacrados por empreiteiras desqualificadas”. disse Antonio Celso.
É um total descaso com nossos trabalhadores, estarem em um local sem nenhuma garantia de segurança, de higiene e de controle do trabalho, haja vista que no local não há a presença de técnico em segurança do trabalho, os trabalhadores iniciam as atividades sem que o exame médico obrigatório para a admissão de funcionários seja realizado.
E o descaso não é somente da empreiteira JZ CONSTRUÇÕES, ele também se estende ao poder público municipal de Mococa, pois em nenhum momento teve a presença de representantes da prefeitura municipal de Mococa. Sendo uma obra do governo federal conveniada com a prefeitura, no mínimo o diretor de obras deveria estar presente para participar das negociações e prestar assistência aos trabalhadores.
Como pode um trabalhador brasileiro confiar na descrição da placa que identifica a obra: MAIS ATENDIMENTO DE QUALIDADE A SAÚDE DA POPULAÇÃO
Segundo informações dadas as 08horas da manhã pelos encarregados da obra que eles estariam de saída para buscar o dinheiro dos trabalhadores na cidade de Ribeirão Preto – SP, e que estariam de volta as 10horas, vencido o prazo, eles disseram que até as 15horas desta sexta feira (11), estariam com os pagamentos dos trabalhadores, mas até o fechamento desta edição nada foi acertado.
E o Sindicato da Construção Civil de Mococa, representado por seu presidente Antonio Celso de Souza e sua diretoria, não vão sair de frente às instalações do UPA, e nesta sexta feira (11), Antonio Celso, está entrando com todo o processo junto ao TRT na cidade de Ribeirão Preto – SP.
Fonte: Carlos Aguiar/Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Mococa
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14/05/2012