Notícia - Diálogo maior entre os Químicos da Força e o governo de São Paulo

Lideranças da FEQUIMFAR (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), entidade filada à Força Sindical, e de seus sindicatos filiados, que representam mais de 165 mil trabalhadores nos segmentos químico, plástico, farmacêutico, abrasivos, fertilizantes, brinquedos, tintas e vernizes, entre outros, do ramo químico, em todas as regiões do estado, estiveram reunidas com o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, no final da tarde desta quinta-feira, dia 1º de março de 2012, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, em São Paulo SP.
 

Na ocasião, o governador paulista foi apresentado aos presidentes dos Sindicatos que integram a FEQUIMFAR, ao governador paulista, por Sergio Luiz Leite, o Serginho, presidente da entidade e 1º secretario da Força Sindical, que junto com o presidente da Força Sindical São Paulo e vice-presidente da FEQUIMFAR, Danilo Pereira da Silva, do secretário-adjunto de emprego e relações do trabalho, Rogério Barreto, e do deputado estadual e presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Antonio de Souza Ramalho, apresentou uma série de propostas em benefício dos trabalhadores e trabalhadoras nas indústrias do ramo químico, com ênfase em temas como:
 

Guerra Fiscal no setor farmacêutico - A necessidade de um diálogo maior referente à guerra fiscal existente no setor da indústria farmacêutica, que hoje emprega mais de 50 mil trabalhadores no estado de São Paulo. Sendo que hoje o ICMS cobrado no estado de São Paulo, comparado com outros, somente é menor que no estado do Rio de janeiro. Em relação a outros países a carga tributaria em medicamentos no Brasil é extremamente alta.


Sacolinhas de plástico -
Questionamento geral e críticas ao acordo do banimento das sacolas plásticas. Lembrando que aproximadamente 35 mil trabalhadores no estado de São Paulo, se encontram ameaçados por tal medida. Um acordo que beneficiou as grandes redes de supermercado, sendo que os trabalhadores não foram chamados para participar da discussão.


Setor sucroalcooleiro – Aspectos positivos referentes ao bom histórico de relacionamento da FEQUIMFAR com o governo do estado, junto às necessidades do setor de fabricação de álcool/etanol. É preciso reaver as discussões, lembrando que o Pacto pelo Emprego feito em São Paulo (no governo Mário Covas) retomou o fortalecimento do setor.


Segmentos Químicos e Petroquímicos – A projeção para 2012 de um déficit na balança comercial de U$ 32 bi, lembrando que em 2011 o mesmo foi de U$ 26 bi, reforça a necessidade de que seja dado um maior destaque ao ramo químico, principalmente junto à indústria de transformação do plástico, segmento altamente gerador de emprego.


Indústria de fabricação de brinquedos e instrumentos musicais –
Maior incentivo e fortalecimento do apoio ao setor, junto a medidas que já são realizadas, como a redução do ICMS, em beneficio do emprego e de toda sociedade.


Conselho de Desenvolvimento – Pela implantação e efetivação do Conselho de Desenvolvimento do Estado de SP, como medida fundamental para o crescimento e desenvolvimento econômico e social em todo o Estado.


Colônias de Férias – Efetiva regularização das concessões dos terrenos para as colônias de férias dos trabalhadores em Caraguatatuba, em beneficio das comunidades, da classe trabalhadora e de suas famílias.


Processos de falência e mudanças de empresas – Auxílio direto a cidades e regiões, que estão sofrendo com ameaças de mudança e falências de indústrias, a exemplo do que está ocorrendo em Espírito Santo do Turvo, com a falência da Usina Agreste. Solicita-se o empenho do governador para efetivar o leilão da empresa, visando a retomada das atividades.

 
Pedágios na região de Campinas, Cosmópolis, Jaguariúna – Maior critério e facilitação do transporte, locomoção e mobilidade dos trabalhadores dessas cidades e regiões. Nesse sentido, o governador anunciou que estão sendo tomadas medidas para os chamados curtos trajetos, com preços mais acessíveis aos usuários.


Qualificação e requalificação profissional – Necessidade maior de implantação de programas de cursos profissionalizantes, para trabalhadores, desempregados e jovens que estão entrando no mercado de trabalho, tendo em vista fatores como a alta rotatividade no ramo químico, junto a falta de mão de obra qualificada, bem como a fala de mecanismos que inibam a demissão imotivada.


Delegacias da Mulher – Instalação e abertura permanente de delegacias da mulher, principalmente nos finais de semana, porque é quando ocorre a maior incidência de violência contra.


Transporte na Baixada Santista – Em benefício do Pólo Petroquímico da Baixada Santista, os trabalhadores reivindicam a construção da 3ª pista da rodovia de acesso ao mesmo, junto a maiores investimentos em infra-estrutura.


Saúde e Segurança do Trabalhador –
Por um apoio maior a  fiscalização e aparelhamento da policia especializada em acidentes de trabalho.


Por fim, Sergio Luiz Leite, o Serginho, solicitou um espaço permanente de diálogo com o governo do estado, objetivando construir propostas e medas que visem a implantação de políticas públicas geradoras de empregos de qualidade e consequentemente o fortalecimento da indústria paulista.

 
“Nesse contexto, em que reiteramos a continuidade de uma relação histórica e recíproca entre os Químicos da Força e governo do estado, junto a nossas preocupações e solicitações de medidas concretas, referentes às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras dos segmentos químicos, junto a suas famílias e comunidades, de todas regiões do Estado” - Sergio Luiz Leite, presidente da FEQUIMFAR.


Fonte:  Assessoria de imprensa da Fequimfar - 02/03/2012

 

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