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Segunda-Feira, 22 de Dezembro de 2014
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Greve vitoriosa dos trabalhadores da Papaiz
Greve vitoriosa dos trabalhadores da PapaizÉ preciso parabenizar os trabalhadores da Papaiz, que fizeram uma greve vitoriosa. Foram 17 dias de braços cruzados que provam a unidade dos funcionários, que não tiveram medo de enfrentar a arrogância e a prepotência da direção da empresa e do sindicato patronal, que tentaram de todas as formas intimidar e ameaçar o movimento.


Os trabalhadores estavam certos: identificaram o problema. Na verdade, se trata de uma questão política do sindicato patronal, que não aceita a implementação da cesta básica na categoria, uma mentalidade atrasada do empresariado.


A greve chegou ao fim nesta quinta-feira (19), por decisão da Justiça. Na audiência, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou o retorno ao trabalho. Não era isso o que os trabalhadores esperavam. Afinal de contas, eles sabem que a negociação é um instrumento democrático que deve ser preservado para levar ao entendimento e alcançar o interesse de ambas as partes.


Mesmo com o entrave judicial, o Sindicato buscou garantir conquistas importantes, como aumento real de salários, fora da data base, assegurando os seguintes reajustes: cerca de 7% para Operador 1 (R$ 660 para R$ 706), 6,5% para Operador 2 (R$ 760 para R$ 806) e 4,5% para os salários acima do segundo piso da fábrica até R$ 2 mil. Além disso, foi garantido o adiantamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 650, valor mais de 20% maior do que o pago no ano passado.


Para o Sindicato, a luta pela cesta básica continua, dentro do processo permanente de mobilização na fábrica. “Importante ressaltar que a questão da cesta básica, na verdade, é uma luta pela valorização dos salários. Pois, se os salários fossem justos na Papaiz, não haveria nem necessidade de cesta básica”, diz Silvio Pinheiro, presidente do Sindicato.


Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos da Bahia, Antônio Viana Balbino, também é importante lembrar que a greve serviu para mostrar a força do trabalhador. “O movimento foi uma prova de unidade e determinação. Foi até as últimas consequências no sentido de buscar avanços. Por isso, parabéns aos trabalhadores que permaneceram na greve o tempo todo”, diz.


A luta intensa dos funcionários da Papaiz, junto com o Sindicato, tem gerado melhorias importantes no chão de fábrica. Nos últimos anos, foram conquistados a implementação da PLR, do plano de saúde, auxílio-creche, além da instalação de uma comissão de saúde.


O movimento grevista na Papaiz, apoiado pelo Sindicato, terá reflexo na campanha salarial da categoria deste ano. É o começo de um processo que tem tudo para, mais uma vez, impulsionar os metalúrgicos ao caminho da vitória. A luta continua.


Fonte: Ascom da FETIM - 24/05/2011
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