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Quarta-Feira, 30 de Julho de 2014
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Trabalhadores da Construção Civil de Salvador realizam marcha em defesa do emprego
Trabalhadores da Construção Civil de Salvador realizam marcha em defesa do emprego

Na última sexta-feira (21), a cidade de Salvador foi palco da mobilização dos trabalhadores da construção civil que luta pela defesa de emprego. Estiveram presentes cerca de 20 mil trabalhadores que marcharam 17 km e paralisaram cada canteiro de obras, juntando-se aos demais trabalhadores que vinham dos diversos bairros da cidade indo até os Ministérios Público Federal e Estadual.


Os trabalhadores e seus familiares foram surpreendidos com a decisão dos Minsitérios Público Federal e Estadual de impetrar ação civil pública, com o pedido de liminar, visando revogar todas as licenças ambientais concedidas para as obras, pela Prefeitura de Salvador, de 2005 a 2010. Se concedidas esta medida causará desemprego em massa na capital baiana.


A marcha que foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (SINTRACOM-BA) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada, Montagem e Manutenção do Estado da Bahia (SINTEPAV), e com o apoio das centrais sindicais, CTB, CUT e Força Sindical, passou pela cidade com bandeiras, faixas, balões, um trio elétrico e com a força dos trabalhadores para garantir seus empregos.


O presidente da CTB Bahia, Adilson Araújo, disse que a Central defende o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente. “Salvador virou um imenso canteiro de obras, diversas entidades ligadas ao meio ambiente, sindicatos, associações de moradores, enfim, a sociedade civil organizada denunciou a Prefeitura de Salvador, e reagiram na época da aprovação do PDDU - Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, porque a especulação imobiliária era visível nesta área da Paralela, se alastrava por outros bairros e ameaçava a Orla da cidade. Agora, depois que todas as obras estão em estado bem adiantado, revogar essas licenças causará desemprego, e em nossa opinião os trabalhadores não podem pagar pela confusão jurídica. Os Ministérios Públicos que busquem resolver com a Prefeitura e os Conselhos do Meio Ambiente”, disse.


O presidente do Sintracom-BA foi enfático em afirmar que o prefeito de Salvador desrespeita as instituições ao não convocar o Conselho Municipal do Meio Ambiente, fato este que foi comprovado na reunião com uma comissão de procuradores que receberam os sindicatos, no final da Marcha, na sede da Procuradoria da República. “Os trabalhadores se viram no meio de uma insegurança jurídica, por isso reagimos à altura e mostramos à cidade e às autoridades que não podemos pagar com nossos empregos. A construção civil é uma das principais fontes geradoras de emprego do país e a Prefeitura de Salvador precisa responsavelmente rever suas licenças ambientais e sua relação como Conselho do Meio Ambiente, forma democrática de discutir a questão.”


O secretário geral da CTB Bahia, ex-presidente do Sintracom, Florisvaldo Brito, estava muito emocionado pelo fato dos trabalhadores terem se mobilizado para proteger seus postos de trabalhos. “Foi a maior marcha dos trabalhadores da construção civil em nossa cidade em um só dia.  Tivemos em 1993, a greve de 36 dias que mobilizou muito e foi chamada pelos jornais como “A Revolta dos Peões,” mas hoje, vi nos olhos de cada companheiro vontade de lutar pelo emprego, seu bem maior. Nós da CTB sabemos como é gratificante ser classista, e ver que estamos no caminho certo, a marcha foi um sucesso e alcançou seu objetivo”. Finalizou.



Fonte: Redação Mundo Sindical com informações do Portal CTB - 25/05/2010
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