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Terça-Feira, 2 de Setembro de 2014
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São Paulo (SP): Rodovias, portos e obras devem parar dia 11 em SP
São Paulo (SP): Rodovias, portos e obras devem parar dia 11 em SP
Foto: Jaélcio Santana
As centrais sindicais trabalham para promover uma grande mobilização do dia 11 de julho para defender suas reivindicações. Porém, estão evitando usar a expressão “greve geral”, cientes de que será muito difícil uma paralisação nesse nível. A promessa é de um dia com muitas greves localizadas e passeatas pacificas por vários estados. Não haverá protestos em frente às empresas, os baderneiros serão entregues à polícia e as principais rodovias e avenidas serão fechadas em vários horários. Tudo para fazer a presidente Dilma Rousseff olhar com carinho para as reivindicações já entregues ao governo.


Com reuniões diárias, as principais centrais sindicais garantem que milhões de pessoas cruzarão os braços e sairão na rua para fazer o que chamam de “arrastão”. A Força Sindical acredita que 5 milhões de associados participarão do Dia Nacional de Lutas com Greves e Manifestações. “Acho cedo para falarmos sobre quantidade de pessoas, pois ainda estamos tendo assembleias e reuniões nos sindicatos. Mas sabemos que será uma grande mobilização”, diz Zé Maria de Almeida, líder da Central Sindical e Popular-Conlutas.


Ainda definindo quais setores podem parar o dia inteiro ou apenas algumas horas, as centrais já possuem algumas garantias de adesão de sindicatos eu devem causar grandes impactos. Operários das obras que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), implementado pelo governo federal, vão parar. Grandes obras como a polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, também estão sendo mobilizadas para a greve.


Um grande golpe para a economia do país deve ser a paralisação dos principais portos. Os sindicatos dos estivadores já confirmaram adesão. Os portos de Suape (PE) e Santos devem ter todos os seus acessos bloqueados no dia 11. “Temos muita coisa definida. Hoje tivemos a adesão nacional dos servidores públicos federais. Só nesse grupo, são 1 milhão de trabalhadores”, ressalta Zé Maria.


Petroleiros de Santos, trabalhadores da construção pesada da Bahia, frentistas do Rio de Janeiro e metalúrgicos de São Caetano do Sul, São José dos Campos e Piracicaba também estão confirmados. Dois setores primordiais ainda não definiram a paralisação: os metroviários e os trabalhadores dos transportes. Em São Paulo, os ônibus já vão parar no dia 5 de julho, em greve por sua pauta específica. No dia 11, o setor ainda está definindo, pois depende de uma eleição interna. Já os metroviários, que preocupa muito o governador Geraldo Alckmin, tem uma assembleia agendada para quinta-feira. A intenção é paralisar todas as linhas do metrô no período da manhã.


Durante a definição dos atos, alguns integrantes das centrais sindicais chegaram a pedir que fossem incendiados ônibus carros. No entanto, a maioria decidiu por manifestação pacifica, com muitas faixas e bandeiras. Até os partidos políticos estão autorizados. “Sugiro que ao identificar algum vandalismo, nós mesmo entregamos para a policia. Qualquer depredação servirá para o Ministério Público cobrar os sindicatos”, disse João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical.


Para garantir um protesto sem conflito com os policiais, a orientação é que todas as centrais sindicais estaduais agendem reuniões com o comando da Polícia Militar e com a secretaria de segurança pública. Ontem, os líderes paulistas se encontraram com Fernado Grella, secretário de Segurança, e com o Coronel Benedito Roberto Meira, comandante da PM de São Paulo. “Foi um encontro positivo. Nós fomos dizer a eles que faremos passeatas sem baderna. Vamos mapear onde vão acontecer as principais concentrações de trabalhadores e entregar para a PM, que vai colocar um comandante em cada local”, explicou Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.


Na conversa, os líderes sindicais já avisaram que serão fechadas as principais rodovias, a Marginal Tietê e Pinheiros, e a Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, as centrais ainda não definiram os setores e os locais de concentração. Uma reunião marcada para hoje, às 10 horas, decidirá o formato.


Quem também ainda organiza seus atos é a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A entidade realizará uma série de assembleias regionais para preparar seu comunicado aos sindicatos. “Ainda aguardamos uma posição da CUT. Vamos seguir a orientação deles”, comentou uma integrante do Sindicato dos Bancários de São Paulo.


Fonte: Brasil Econômico - 02/07/2013
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