Área Restrita
Newsletter
Quarta-Feira, 23 de Julho de 2014
Notícias
tamanho fonte 12fonte 14fonte 16
Aos 54 anos, Sindicato é destaque no momento do País
Aos 54 anos, Sindicato é destaque no momento do País
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques - Foto: Paulo de Souza/SMABC
Ao comemorar os 54 anos de existência do Sindicato, completados no último domingo, o presidente dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, lembrou que a categoria tem participação importante na construção da história recente da democracia no Brasil.


“Temos forte presença nessa história por termos apostado na organização, mobilização, pressão, diálogo e resistência junto com os trabalhadores”, disse Rafael.


Para ele, essa atuação foi fundamental nas lutas das últimas décadas na mobilização articulada com os movimentos populares para a construção de um Brasil justo e democrático.


Rafael contou que a rápida ampliação do parque industrial brasileiro na década de 1950 propiciou a um grupo de trabalhadores fundar o Sindicato em 12 de maio de 1959. “Seu crescimento foi acelerado e nos primeiros anos de 1960 ele já estava entre os maiores do País”, destacou.


O golpe militar de 1964, que instalou uma ditadura no País, cassou a diretoria da época e boa parte do movimento sindical brasileiro de esquerda. A partir daí, a atuação do Sindicato confunde-se com a luta dos trabalhadores brasileiros por liberdade e democracia.


Fim da ditadura


O ponto marcante deste período aconteceu também em um 12 de maio, mas o de 1978, quando os trabalhadores na Scania, em São Bernardo, pararam a produção por aumento salarial, apesar de toda a repressão da época.


“Esta greve foi um desafio dos companheiros ao regime militar e encorajou outros trabalhadores na base a iniciarem uma série de greves que se espalharam na região”, prosseguiu o presidente do Sindicato.


Analistas do período são unânimes em considerar este movimento como um dos impulsos decisivos para a queda da ditadura e o retorno da democracia no País, que ficou conhecido como o Novo Sindicalismo brasileiro.


A partir daí, a atuação dos Metalúrgicos do ABC ultrapassou o limite dos muros das fábricas e se voltou à organização no local de trabalho como forma de articulação da luta dos trabalhadores.


Nascem aí as Comissões de Fábrica, formada por trabalhadores que atuam na empresa e hoje continuadas nos Conselhos Sindicais de Empresa.


Estratégia de atuação mantém o Sindicato jovem e forte


“Mas não nos bastava uma forte representatividade interna nas fábricas se a sociedade continuasse sem mudanças”, afirmou Rafael.


A importância de uma articulação com os movimentos sociais, como movimento pelo direito à terra, igualdade racial, cidadania plena para as mulheres, direitos das pessoas com deficiência, acesso à educação e saúde, é uma luta pelos direitos fundamentais que o Sindicato se engajou.


“Esta participação política na sociedade nos colocou como  referência no debate dos interesses dos trabalhadores em geral”, acentuou Rafael.


Jovem e forte


“Participamos da Câmara Setorial da Indústria Automotiva, da fundação do Consórcio dos Prefeitos e Agência Regional do ABC, a articulação regional no combate às crises cíclicas da economia e, principalmente, a defesa da produção industrial na região e dos empregos dos trabalhadores, são alguns exemplos dessa nossa forma de atuar”, continuou o dirigente, lembrando, a conquista mais recente que é a do novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto.


“A estratégia do Sindicato continua se pautando por estes dois pilares. A capacidade de mobilização e atuação no contato direto com os trabalhadores no seu local de trabalho e a articulação das políticas regional e nacional. Ambas fazem que, aos 54 anos de idade, este continue sendo um Sindicato jovem e forte”, concluiu Rafael.


Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - 14/05/2013
imprimir Outros Enviar para um amigo