Notícia - UGT promove manifestação em prol da garantia de 3 mil empregos do Shopping JK Iguatemi

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com a o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) e a Associação Brasileira de Lojas de Shopping (ALSHOP), realizaram um grande manifestação, na manhã desta segunda-feira(23), em favor da abertura do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo.


O ato,que aconteceu em frente ao empreendimento, que já tem cerca de 80% de sua obra concluída,contou com a participação de Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários. O sindicalista ressaltou que assim como o que ocorreu no Grito de Alerta, em que as centrais sindicais de trabalhadores e os sindicatos patronais se uniram para combater o fenômeno da desindustrialização, a luta pela abertura do JK Iguatemi é uma maneira de garantir a geração de emprego e distribuição de renda para a população. “É preciso ter outra forma detrabalho, pois o Ministério Público (MP) esperou o shopping ficar pronto, os trabalhadores serem contratados para impedir o funcionamento. Isso está errado”,diz Patah.


Segundo Claudia Enrique, gerente de loja, é um absurdo o que está acontecendo, pois os lojistas fizeram um investimento muito alto para agora não poder abrir as portas, isso tem reflexo direto para os trabalhadores e trabalhadoras. “Eu já havia contratado as vendedoras da loja, mas consegui suspender a admissão assim que saiu o primeiro parecer da Justiça. Agora não sei como ficará a situação delas e nem se elas estarão disponíveis quando essa condição se resolver. Eu acho que o principal agora é pensar nas famílias que dependem desses empregos que serão gerados pelo shopping”, conclui a comerciária.


A alegação da Justiça para impedir a abertura das portas do complexo é que a obra causará transtornos para o transito local, entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Juscelino Kubitschek, contudo segundo os representantes da construtora todas as exigências feitas pela prefeitura foram cumpridas, inclusive foi feito um depósito referente a construção de uma ponte sobre o Rio Pinheiros, para desafogar o transito local. “Quando estamos com dor de cabeça tomamos remédio, mas parece que o MP está querendo cortar a cabeça para resolver o problema”, explica Patah.


Para o presidente da ALSHOP, Nabil Sahyoun, esta situação é preocupante, pois os lojistas investiram em contratação de mão de obra, compra de mercadoria para estoque e pagamento do ponto, sem contar às pessoas que trabalham com produtos alimentícios que são perecíveis. “Se o MP fala que a abertura do shopping vai gerar problema de transito, então amanhã será exigido que a indústria automobilística não fabrique mais carros, isso é um verdadeiro absurdo”, ressalta o presidente.


Aberto, o empreendimento vai gerar cerca de três mil empregos diretos nas 250 lojas que compõem o shopping. Essa é uma grande garantia de empregos para a população paulistana. “Estamos hoje aqui para lutar pela garantia e manutenção dos empregos dos comerciários deste local. É preciso resolver essa pendência o mais rápido possível”, conclui Patah.


Fonte:  Fábio Ramalho - Redação UGT / Foto: FH Mendes - 24/04/2012


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