Notícia - Metalúrgicos do ABC reforçam atos em defesa do Brasil e dos brasileiros

O objetivo é dialogar com os trabalhadores sobre a difícil situação do país, com respeito aos protocolos de saúde e segurança para evitar a disseminação da Covid-19.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que este dia 18 tem foco na pauta trabalhista.

“Vamos conversar com os trabalhadores, mostrar a eles o que está errado neste país, o que este governo vem fazendo, e que provoca o desemprego e empobrecimento da população”.

Lutas

“As nossas lutas mais urgentes são o auxílio emergencial de R$ 600, contra a fome que já atinge quase 20 milhões de pessoas, a carestia, contra as privatizações que vão prejudicar ainda mais os brasileiros, além de exigir vacina já para todos, para salvar vidas”, explicou.

“Se queremos um país com mais empregos, com desenvolvimento, sem privatizações, um país em que os trabalhadores tenham direitos, tenham acesso à vacina e ao auxílio emergencial digno, temos que tirar Bolsonaro do poder”, completou.

#19J nas ruas

A CUT apoia as manifestações que estão sendo organizadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para amanhã, 19 de junho, para reforçar o ‘Fora Bolsonaro’.

A principal bandeira de luta é o impeachment de Bolsonaro, exigindo que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), paute um dos mais de 100 pedidos de afastamento que estão engavetados no Congresso.

A orientação da CUT é que quem se sentir seguro para ir às ruas, que não faça parte de grupos de riscos nem tenha comorbidades, deve tomar todos os cuidados necessários, com uso de máscara adequada, álcool gel e máximo possível de distanciamento social.

Quem não for para as ruas também poderá participar com manifestações isoladas. “O povo pode dizer o ‘Fora, Bolsonaro’ de várias maneiras, como ir para as redes sociais e se manifestar intensamente, pendurar bandeiras na janela, fazer panelaços, participar de carreatas”, chamou Sérgio Nobre.

Com informações da CUT.

Desemprego recorde

No governo Bolsonaro, sem política que reaqueça a economia, sem medidas para preservação de emprego e renda, sem investimentos em infraestrutura, sem fortalecimento da indústria nacional, o resultado é o desemprego recorde, 14,7%.

14,8 milhões de desempregados.

6 milhões de desalentados (desistiram de procurar emprego).

33,2 milhões subutilizados (trabalharam menos horas do que poderiam).

TOTAL: 54 milhões de pessoas.

Fonte: IBGE.

Descaso com as pessoas

A CUT, demais centrais e movimentos sociais lutam pelo auxílio emergencial no valor mínimo de R$ 600 até o fim da pandemia.

É um crime o governo ter reduzido o valor para R$ 150 e o número de pessoas que podem receber.

Em 2020 foram 68,5 milhões de beneficiários. Este ano, cerca de 30 milhões não receberão o auxílio, ou seja, a pobreza e a fome aumentaram proporcionalmente ao descaso de Bolsonaro.

A fome não espera

Quando ela dói no estômago, e na mesa não há nada para comer, vem o desespero. Esse é o sentimento de milhões de brasileiros:

40 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza (com até R$ 89 mensais).

59% dos brasileiros passaram por situação de insegurança alimentar. Ou seja, 125,6 milhões de pessoas não comeram em quantidade e qualidade ideais na pandemia.

Fonte: CadÚnico e pesquisa ‘Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”.

Quase 500 mil vidas perdidas

O agravamento da crise sanitária e social no Brasil, com o aumento da fome e do desemprego, se deu porque o governo não priorizou a compra de vacinas contra a Covid-19.

Ao contrário disso, fez piada sobre a eficácia da vacina, imitou pessoas morrendo sem ar, minimizou a gravidade da doença, incentiva e gasta dinheiro público com remédios que não servem para tratar o vírus.

493.837 pessoas mortas

17.629.714 pessoas infectadas

Apenas 11,4% da população tomaram as duas doses da vacina.

Fonte: Consórcio de veículos de imprensa.

Está tudo mais caro

A carestia, encarecimento do custo de vida, é um tiro de misericórdia na esperança dos brasileiros que não têm o que comer.

Inflação disparada: a maior alta em 25 anos para o mês de maio. Em 12 meses, alta foi de 8,06% (IPCA).

Energia elétrica: Alta de 5,37% apenas em maio (IPCA). Com a má gestão do sistema hidrelétrico e a privatização da Eletrobras, situação vai piorar e contas vão subir.

Botijão de gás: R$ 100 em média (ANP). Sofreu o 15º aumento seguido nesta semana.

Gasolina comum: Em média R$ 5,676/litro (ANP).

Cesta básica: R$ 636,40 em SP. Levantamento do Dieese apontou alta em 14 das 16 cidades pesquisadas.

Carnes: alta de 38% em 12 meses (IPCA).




Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - 18/06/2021


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