Notícia - Trabalhadoras das montadoras da LG fazem manifestação em SP para defender empregos

No 23º dia de greve, as trabalhadoras das montadoras da LG - Sun Tech, Blue Tech e 3C - fizeram uma manifestação em defesa de seus empregos, na manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo.

O protesto, que reuniu cerca de 200 pessoas, terminou no Consulado da Coreia do Sul, onde o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos entregou uma carta pedindo um encontro com o cônsul-geral para discutir alternativas às dispensas anunciadas pela companhia e que repercutirão nas empresas montadoras.

No início do mês, a companhia anunciou o fim da produção global de telefones celulares e o encerramento das atividades da LG Eletronics, em Taubaté, que recebe os aparelhos produzidos quase inteiramente pela Sun Tech, Blue Tech e 3C.

A justificativa para solicitar a intermediação dos representantes sul-coreanos são as ações da LG que o governo daquele país tem.

Passeata
O protesto começou em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde houve discursos contra a postura da entidade patronal de se omitir sobre a questão da perda de empregos no país. Houve até uma vaia das manifestantes contra os dirigentes da entidade.

Por volta das 10h30, as trabalhadoras saíram em passeata pela Av. Paulista, rumo ao consulado. Com carro de som, dirigentes sindicais e representantes de movimentos sociais se revezaram para defender os 430 empregos das montadoras da LG. Faixas e cartazes também denunciavam a postura da companhia sul-coreana.

Ao longo da manifestação, as trabalhadoras entoavam: “LG, preste atenção, sem as terceiras você não tem produção.”

“São essas trabalhadoras que produzem 95% dos celulares da LG e é importante a população ter conhecimento desta realidade. É uma luta legítima em defesa dos empregos”, disse a diretora do Sindicato Aline Bernardo.

Na frente da passeata, uma faixa, escrita em português e inglês, dizia: "LG, queremos os nossos empregos e direitos". Durante a caminhada, os manifestantes acenderam sinalizadores para chamar a atenção dos paulistanos sobre o protesto.

Depois de pouco mais de uma hora e 1,5 km de caminhada, a manifestação chegou até o consulado. O presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, entregou nas mãos dos funcionários consulares a carta em que pede a intermediação da Coreia do Sul na questão do fechamento da LG.

"É um grande ato que realizamos para chamar a atenção sobre a ameaça aos mais de mil postos de trabalho no Vale do Paraíba, incluindo as montadoras e a própria LG. Nossa luta segue forte neste 23º dia de paralisação e, se a LG insistir em fechar, defendemos que ela seja estatizada para que se mantenham todos os empregos", disse Weller.


Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos - 29/04/2021


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