Notícia - Mais de 26 mil petroleiros participam do primeiro dia de mobilização em defesa da Petrobrás

Cerca de 26 mil petroleiros participam de atividades relacionadas à semana de mobilização que será promovida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) até a próxima sexta para alertar a sociedade sobre os riscos da política de demissões em massa e transferências que vêm sendo aplicada pela atual diretoria da Petrobrás. A mobilização foi mantida por não ferir a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que acatou pedido de liminar da Petrobras impedindo a greve por ela por em risco o abastecimento nacional de combustíveis. 

Neste primeiro dia de atividades, petroleiros de várias cidades do País, como Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Recife e Curitiba participaram do Dia Nacional da Doação de Sangue. Com o mote #petrobrasnaveia, esta é uma das ações solidárias que a categoria irá desenvolver até o fim desta semana. De acordo com a diretoria da FUP, cerca de 6 mil petroleiros estarão envolvidos diretamente nessas atividades, que incluem ainda manifestações em frente a instalações da Petrobrás. 

Outras ações solidárias já estão confirmadas. Nesta terça-feira (26/11), no Rio de Janeiro, na Reduc, às 7h, haverá a distribuição de mil cestas básicas para trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás, que será feita em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Rio de Janeiro. E em Campos dos Goytacazes, no norte do estado, no Aeroporto do Farol de São Tomé, petroleiros vão doar sangue a partir da 8h em um ônibus cedido pelo Hemorio para a mobilização.

A categoria reforça que sua mobilização não fere as determinações legais, mas se encaixa perfeitamente neste momento de especial atenção da população com a doação de sangue e com o meio ambiente, após o vazamento de óleo, de origem ainda desconhecida, que atingiu praias do Nordeste, Espírito Santo e chegou ao Rio de Janeiro. As mobilizações estão ocorrendo sem prejuízo do abastecimento dos combustíveis ou da produção de petróleo e gás natural.

Entretanto, a FUP reitera que a Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Além de demissões e transferências em massa, a diretoria da Petrobrás incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens. Tais ações, de acordo com o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, além de ferir cláusulas do acordo, podem atingir diretamente interesses da sociedade, por desencadearem o aumento do desemprego e colocar o meio ambiente em risco ao precarizar o trabalho, o trabalhador e as condições em que atuam. Além disso, a atual administração vem prejudicando o consumidor, promovendo constantes aumentos no preço do combustível.

“A atual gestão da Petrobrás quer parecer que está preocupada com o abastecimento nacional, mas não mostra preocupação com a população com quando promove aumentos frequentes nos preços da gasolina e do óleo diesel para alinhar seus preços ao mercado internacional. Por isso, nós queremos mostrar que estamos alinhados aos interesses da sociedade e que estamos junto com ela não apenas para garantir a produção, mas em ações solidárias, unindo nossas causas”, disse.

 


Fonte:  Assessoria de Imprensa - 25/11/2019


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