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Notícia - Grandes empresas do ES demitem mais de 3 mil funcionários
Paralisação das atividades na Samarco, suspensão e fim de contratos para as obras da Jurong e variações de preços do minério para a Vale causaram cortes de pessoal (Foto: Vitor Jubini/ Fernando Madeira/ Divulgação)

Grandes empresas do Espírito Santo, como Vale, Petrobras, Samarco e Jurong, já demitiram mais de 3 mil trabalhadores desde o ano de 2015, quando a crise ecocômica começou a se agravar no país. A informação é dos sindicatos dos ferroviários, metalúrgicos e contrução civil.

Somente na Vale, foram 676 fechamentos de postos de trabalho, sendo 558 em 2015 e 118 até a sexta-feira (8), de acordo com levantamento do Sindicato dos Ferroviários.

A entidade afirma que, em 2014, a companhia trabalhava com um “turnover” (rotatividade) de 3,4%, ou seja, cerca de 150 funcionários, número bem abaixo da realidade atual. Diante desse quadro, a possibilidade de mais demissões é vista com preocupação.

“No último dia 7, tivemos uma reunião cobrando justificativas para tantas baixas. Mas a empresa não deu respostas, apenas se propôs a fazer reuniões a cada três meses para discutir o assunto”, se posicionou o Sindicato dos Ferroviários.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (Sintraconst-ES) também reclama do elevado número de cortes no segmento.

Entre os serviços dessa área que foram impactados estão o de terceirizadas do Estaleiro Jurong Aracruz, empresa que tem passado por instabilidades em função das dificuldades enfrentadas pelo setores petrolífero e naval, aliadas aos desdobramentos da operação Lava Jato.

O secretário-geral do Sintraconst-ES, Miguel Ferreira Junior, cita que o rompimento e a não renovação de alguns contratos no estaleiro representaram o desemprego de cerca de 400 profissionais. “Vemos o setor com muita preocupação. Afinal, enquanto existir essa crise não sabemos o que pode acontecer. O triste é que quem está pagando é o trabalhador”.

Ferreira Junior diz que os problemas não param nas demissões. “Ainda temos situações de empresas que não conseguem arcar com as despesas trabalhistas e é preciso ajuizar ações na Justiça para receber as rescisões devidas”.

O segmento de petróleo e gás é outro que amarga números ruins. O cancelamento de projetos e a suspensão de atividades que eram realizadas no estado, como o das instalações do TIMS, na Serra, representaram cerca de mil demissões entre diretas e indiretas.

E, somente em novembro e dezembro de 2015, 200 trabalhadores de terceirizadas da Petrobras foram desligados, segundo informações do Sindipetro do final do ano de 2015.

No caso da Samarco, foi o acidente com o rompimento da barragem em Mariana que refletiu no fechamento de vagas. O diretor do Sindimetal, Max Célio de Carvalho, diz que nesse segmento as terceirizadas dispensaram 800 profissionais.

Vale

A Vale não comentou os dados de desligamento, mas, por nota, informou que “mantém uma taxa de rotatividade bem abaixo da média da indústria nacional de mineração e siderurgia”.

Argumentou ainda que, “com o objetivo de se adaptar ao atual cenário, a empresa está aproveitando a rotatividade natural para aumentar sua produtividade. Dessa forma, cerca de um terço das vagas que tradicionalmente são abertas com a saída de empregados não está sendo reposta”.

Samarco

A Samarco, por sua vez, disse que respeita seus empregados e vem avaliando as melhores alternativas para manter os postos diretos.

Já em relação às tercerizadas, esclareceu que fechou, em 4 de dezembro de 2015, com os Ministérios Públicos de Minas e do Espírito Santo, um Termo de Ajustamento de Conduta visando a garantia de empregos.

“Pelo termo, a Samarco manteve os contratos das prestadoras de serviços permanentes até o dia 1º de março de 2016, garantindo o pagamento dos empregados e a manutenção dessas vagas”.

Jurong

A gerente de RH da Jurong  , Lucila Lopes, disse que, apesar da crise no setor de óleo e gás, o estaleiro não está demitindo em massa. “As demissöes ocorrem por performance e näo alinhamento com as expectativas da empresa. As demissöes citadas de tercerizadas devem ser relacionadas com o fim da obra de construçäo civil”.

Procurada, a Petrobras não se posicionou.

Fonte: Beatriz Seixas/A Gazeta - 14/04/2016
 
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