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Notícia - Professores decidem manter greve por reajuste salarial no DF
Professores participam de assembleia em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Jéssica Nascimento/G1)

Professores da rede pública do Distrito Federal aprovaram nesta sexta-feira (30) a manutenção da greve da categoria, que já dura 15 dias. Segundo o sindicato, 10 mil pessoas participaram da votação, que aconteceu em frente ao Palácio do Buriti. O grupo reivindica o reajuste salarial de 5%, suspenso pelo governador Rodrigo Rollemberg por déficit financeiro. Eles chegaram a fechar as seis faixas do Eixo Monumental em protesto.

De acordo com o sindicato, 90% dos 34 mil professores aderiram à greve. Com o reajuste salarial, o piso passaria de R$ 4,8 mil para R$ 5 mil. Alunos também participaram da assembleia e se vestiram de preto em apoio aos professores. Alguns manifestantes pintaram palavras de ordem no chão da praça em frente ao palácio.

A estudante do 3º ano do ensino médio Bruna Pinheiro, de 17 anos, disse que o governador Rodrigo Rollemberg "tenta calar estudantes e educadores a qualquer custo". "Nós apoiamos a greve. Não queremos que nossos professores parem de lutar. O governador agiu de forma truculenta, rude e maldosa. Em todas as assembleias, estarei aqui, de preto e de luto. Os educadores merecem respeito, são eles que tem o papel de mudar uma sociedade."

Os professores criticam ainda a intenção do governo de transformar a licença-prêmio em licença-capacitação. "Antes, a cada cinco anos de trabalho, nós descansávamos três meses. Agora, ele quer pegar esse direito e transformá-lo em afastamento com o intuito de estudo. Nós já temos estudo, é muito", disse a diretora do sindicato Luciana Custódio.

Ela também reclamou da postura de policiais militares na manifestação desta quarta-feira, que usaram balas de borracha e spray de pimenta contra professores. O governador Rodrigo Rollemberg havia dito que a PM agiu corretamente, mas depois determinou investigação para apurar se houve excessos.

"A agressão se tornou um fato internacional. Nós não merecíamos isso. O governo é ruim e age de forma ilegal. A greve continua sim e a culpa é do Rollemberg", declarou Luciana.

Além de 80% das regionais de ensino, escolas de música e línguas também estão paralisadas, segundo o diretor do sindicato Washington Dourado. Ele diz que quem determinará o fim da greve serão os professores e não o governo. O sindicalista disse ainda que não houve nenhuma negociação nem proposta.

"A greve será por tempo indeterminado, até o Rollemberg pagar o que deve. Também queremos que a nossa jornada de trabalho seja respeitada e que os professores temporários voltem a receber vale-alimentação e transporte." A próxima assembleia deve ocorrer na quarta.

Fonte: Jéssica Nascimento/G1 - 30/10/2015
 
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