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Notícia - Metalúrgicos da Embraer aprovam reajuste salarial e renovação das cláusulas sociais
Foto: Divulgação

Os metalúrgicos da Embraer, unidade da Avenida Faria Lima,  aprovaram em assembleia, nesta quinta-feira (29), o reajuste salarial de 9,88% e renovação das cláusulas sociais. Nos próximos dias, a proposta será apresentada na unidade de Eugênio de Melo, Eleb e fábricas do setor aeronáutico. 

O reajuste foi resultado de cinco rodadas de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas,  e o grupo patronal do setor aeronáutico, representado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e liderado pela Embraer. 

A princípio, o setor havia proposto parcelar o reajuste, sendo 7,44% em setembro e 2,31% somente em fevereiro.  A proposta foi rejeitada na mesa de negociação pelo Sindicato. O avanço só aconteceu na última segunda-feira (28), quando a Fiesp propôs o total do reajuste retroativo a setembro. 

Com a aprovação do acordo, os 9,88% serão aplicados a salários de até R$ 11.835,52. Quem recebe acima desse valor terá um fixo de R$1.169,35. Além disso, todos os direitos previstos nas cláusulas sociais da Convenção Coletiva do setor aeronáutico serão renovados por dois anos.

O setor aeronáutico representa 27% dos metalúrgicos da região. Somente a Embraer conta com cerca de 12 mil trabalhadores em São José dos Campos. A cadeia aeronáutica inclui ainda empresas como Latecoere, Aeronnova, Alestis, C & D, Sobraer, entre outras.

“A conquista do reajuste salarial é resultado de todas as lutas que vêm ocorrendo desde o ano passado na Embraer, inclusive a grande greve da Campanha Salarial 2014”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

Em outros setores metalúrgicos, a Campanha Salarial segue com mobilizações e 18 acordos já aprovados em assembleia. Esses acordos estão sendo negociados pelo Sindicato direto com as fábricas.  Onde não houver avanço nas negociações, haverá greve. 

Na Heatcraft, do setor de refrigeração, os trabalhadores já entraram no segundo dia de paralisação.

Todos acordos fechados até agora pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos superam os assinados pela CUT, que aceitou parcelar os reajustes sem lutar por melhores propostas.

Contra a desnacionalização

Neste momento, o Sindicato está fazendo uma campanha contra a desnacionalização das aeronaves produzidas pela Embraer. Dirigentes do Sindicato estiveram em Brasília, semana passada (dias 20 e 21), para entregar a parlamentares e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior um relatório com informações sobre a transferência de produção da Embraer para outros países, como Portugal e Estados Unidos.

O processo de desnacionalização inclui a transferência da produção do jato Legacy 450/500 para os Estados Unidos até 2016. A medida ameaça o emprego de cerca de 1.500 trabalhadores da Embraer em São José dos Campos.

Fonte: Shirley Rodrigues/Assessoria Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - 30/10/2015
 
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