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Notícia - Centrais discordam da decisão do Copom
Foto: Divulgação

No dia 2 de setembro, quarta-feira, o Conselho de Política Monetária (Copom), decidiu manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Para especialistas, um aumento pioraria a economia, mas essa decisão não agradou as centrais sindicais, que manifestaram seu descontentamento, pois essa era a oportunidade para baixar os juros e amenizar a crise que o Brasil está passando.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres fala que o governo deixou escapar entre os dedos a oportunidade de frear a crise brasileira. “Mais uma vez a equipe econômica do governo deixou escapar, por entre os dedos, uma oportunidade de ouro para amenizar a crise econômica que assola nosso País”, disse Torres.

Em nota publicada pela CUT, a manutenção da taxa na aliviará a recessão na qual o país está passando: “Para a CUT, essa taxa prolonga a recessão econômica e acaba com as expectativas de retomada do crescimento em 2016”, a nota diz ainda que a taxa deve ser reduzida imediatamente: “Para a CUT, a taxa básica de juros deve ser reduzida imediatamente para uma alíquota próxima aos padrões internacionais e, com isso, canalizar os recursos para investimentos produtivos, que geram desenvolvimento econômico, emprego e renda, os recursos que estão sendo direcionados para a especulação financeira.”

A decisão do Copom, apesar de ser de cautela, ainda não é o ideal, pois é um dos juros mais altos no mundo e com a economia em recessão, só tende a continuar piorando a situação para os trabalhadores que são os que mais sofrem.

Miguel Torres reforça que a decisão do Copom contraria qualquer desejo em melhorar a economia brasileira. “A decisão tomada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), contrariando quaisquer expectativas, de manter, após sete aumentos consecutivos, a taxa básica de juros (Selic) nos atuais 14,25% ao ano, foi um banho de água fria na atividade econômica, que seguirá estagnada ou recuará ainda mais, fechando novas empresas e postos de trabalho. Mas o setor financeiro, este sim, deverá continuar recebendo os privilégios que, há tempos, vem conseguindo”, comentou o presidente da Força Sindical.

Fazem-se necessárias ações rápidas para que a economia volte a crescer e assim gerar emprego.

Fonte: Manoel Paulo/Redação Mundo Sindical - 04/09/2015
 
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