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Notícia - Comerciárias de Campo Grande sofrem assédio moral
Diretoria do Sindicato dos Comerciários. Foto: Divulgação

Empregados e empregadas no comércio de Campo Grande denunciam: estão sendo vítimas de assédio moral no ambiente de trabalho. As queixas chegaram ao sindicato da categoria (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande – SECCG), que tem tomado providências para resolver cada caso.

A maioria das denúncias é de mulheres. Elas afirmam que estão sendo assediadas principalmente por gerentes, chefes de seção e proprietários. Há casos de submissão do trabalhador a situações repetidas de vexames e humilhações diante de outros empregados.

Os diretores do SECCG, Rubia Santana, André Luiz Garcia, Elvidio Barboza, Nelson Benitez e Apolônio Aires de Souza, têm trabalhado para contornar os casos de assédio moral no comércio de Campo Grande. Quando recebem as denúncias eles convocam reunião com a direção das empresas e, sem citar o nome da denunciante, ou seja, preservando-a de exposição na empresa. O assunto é tratado para que não mais ocorra. Caso contrário, a assessoria jurídica do sindicato pode entrar com ação civil contra os supostos agressores.

A comerciária S.M.J.S, que trabalha numa loja na área central de Campo Grande conta que o gerente da loja “simplesmente resolveu pegar no meu pé, diante dos demais colegas de trabalho, fazendo críticas à minha atuação no dia a dia com os clientes. O pior é que ele escolhe os momentos em que outros funcionários estão próximos para poder me criticar. Já disse a ele que fale comigo em particular, sem me humilhar na presença dos outros, mas não tem adiantado. Por isso pedi a ajuda do sindicato”, afirmou a funcionária que prefere não se identificar.

Rubia Santana, diretora do sindicato, disse que casos de assédio sexual são mais graves e nem sempre as funcionárias têm coragem de denunciar. “Por isso, sempre que podemos, quando visitamos os estabelecimentos comerciais, pedimos para que elas nos procurem. Nós mantemos sigilo de seus nomes e funções, para não comprometê-las, mas precisamos que elas se manifestem para que possamos moralizar o mercado”, afirma.

Qualquer comerciário ou comerciária que se sentir assediado moralmente ou sexualmente deve procurar o sindicato ou ligar para o número 3348-3232, afirmam os diretores do sindicato.

ASSÉDIO –
O presidente do SECCG, Idelmar da Mota Lima, que preside também a Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, explica que as atitudes que podem caracterizar assédio moral são as seguintes: - Violência psicológica destinada a provocar o desequilíbrio emocional da vítima; Submissão  do trabalhador a situações repetidas de vexames e humilhações; Criação de “premiações” para trabalhar com menor produtividade; Exclusão do trabalhador  do ambiente de trabalho, levando-o a ser hostilizado e desacreditado diante dos colegas; Limitação total da autonomia do trabalhador; Críticas em público, repreensão com grosserias, xingamentos ou gritarias;

Divulgação de boatos ofensivos sobre a moral e a saúde do trabalhador; Ordem ou orientação  para o trabalho de forma confusa e imprecisa com o intuito de dificultar o desempenho da atividade.

CONSEQUÊNCIAS – Idelmar da Mota Lima explica que o assédio moral, por si só, não é crime, mas o assediador pode ser punido  na esfera penal se praticou crime de injuria, difamação, ameaça ou constrangimento.

Poderá também ser dispensado por justa causa. O assediador pode ser responsabilizado  na esfera civil e pode ser condenado a indenizar a vítima por danos materiais e morais.

O empregador também pode ser responsabilizado  por atos do seu empregado assediador, pois é responsável pela segurança e saúde de seus empregados, inclusive a psicológica e responde por danos morais causados à vítima. “Por isso os patrões devem ser cautelosos e também fiscalizar para que esse tipo de problema não ocorra em seu estabelecimento contra seus funcionários”, enfatiza o sindicalista.

Fonte: Sindicato dos Comerciários de Campo Grande - 31/07/2015
 
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