Notícia - Record demite mais 100, um dia antes do 1° de maio

Os empregados da TV Record do Rio não tiveram nenhum motivo para comemorar o Dia do Trabalhador. Durante o feriado já corriam rumores de que uma nova onda de demissões em massa estava para acontecer. E não deu outra: na quinta-feira (02/05) os cortes foram anunciados, causando tristeza e revolta na emissora. Desta vez, o alvo foi o Recnov, centro de produção da Record, na Zona Oeste. Sob a alegação de “corte de custos”, foram dispensados cerca de 100 profissionais – produtores, maquiadores, camareiros e câmeras. O Sindicato dos Jornalistas se solidariza com os demitidos e volta a repudiar a política empresarial da TV Record, marcada por um total falta de responsabilidade social.


Desde 2012, a TV Record vem promovendo dezenas de demissões alegando simplesmente tratar-se de uma “reestruturação”. Em março deste ano, em apenas um dia, foram atingidos 40 jornalistas e radialistas na emissora, em Benfica, o que levou os dois sindicatos dessas categorias a se unirem em manifestações de protesto na porta da empresa.


Em abril, diante de novas demissões, os Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas divulgaram uma carta aberta à emissora de Edir Macedo, dono de uma fortuna de R$ 1,9 bilhão, segundo a revista americana Forbes. No documento, os sindicatos lembram que, ao mesmo tempo em que demite, a Rede Record divulga aumenta seu faturamento em 15% na comparação entre 2011 e 2012, enquanto o setor de comunicação é beneficiado por desonerações de impostos, por parte do governo federal.


No dia 22 de março, os dois sindicatos levaram a gravíssima situação da TV Record ao Ministério Público do Trabalho. Os representantes sindicais se reuniram com o procurador Carlos Augusto Sampaio Solar, que iniciou investigação sobre as dispensas na emissora. “Nesses casos, o Ministério Público atua na dispensa em massa, quando a empresa tem que negociar isso com o sindicato para minimizar os danos sociais das demissões”, explicou o promotor.


Além disso, foi iniciada apuração da denúncia feita pelos sindicatos dos jornalistas e dos radialistas de contratação de PJs sem os direitos trabalhistas previstos na CLT e de que alguns dos demitidos estão sendo substituídos por PJs.


O Sindicato dos Jornalistas espera, diante das 100 demissões da quinta-feira, alguma medida seja tomada em caráter de urgência pelo MP, em defesa dos trabalhadores da Rede Record.


Fonte:  Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro - 03/05/2013


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