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Notícia - Alckmin sofre derrota e privatização do Metrô é suspensa
TCE acatou representação feita por líder do PT na Alesp, o deputado Alencar Santana

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu na tarde desta segunda-feira (25) o processo de licitação das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A decisão, acatada pelo conselheiro Roque Citadini, é uma resposta à representação do deputado estadual líder do PT, deputado Alencar Santana, que aponta os prejuízos da privatização para a população de São Paulo.

"A privatização significa um roubo para o povo de São Paulo. As linhas 5 e 17 irão render mais de R$ 10 bilhões e o Alckmin quer entregar por R$300 milhões. E ainda com outras irregularidades no edital, que demonstram um certo favorecimento para algumas empresas. É bom lembrar que a linha 5 já começou com maracutaia no processo de licitação de contratação e, agora, o governo que tocou esta obra com empresas também envolvidas na (Operação) Lava-Jato, quer entregar dar algo valioso a preço de banana", afirma. 

Segundo Santana, as pressões contra o governo irão continuar. "Vamos batalhar para que esta representação seja mantida e que o Tribunal cancele de vez este processo de privatização", defende.  

Coordenador de Patrimônio e Tesouraria do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Marcos Freire, comemora esta conquista obtida a partir da decisão do TCE. "Isso acontece neste momento em que organizamos a nossa jornada de lutas contra a terceirização e as demissões. Queremos impedir o desmonte das empresas públicas e o sequestro dos direitos dos trabalhadores. A privatização não é proposta só pelo estado paulista, mas tem sido apresentada como política do governo ilegítimo de Michel Temer. Aqui em São Paulo, o governador vem promovendo o sucateamento de várias formas. E uma delas é demitindo funcionários”, afirma.

Freire denuncia ainda que o Metrô fez algumas demissões com a justificativa de baixa produtividade e anuncia possíveis demissões a funcionários contratados antes da Constituinte de 1988, quando não havia obrigatoriedade de concurso público. 

“Isso é um absurdo. São desculpas para poder sucatear, vender a empresa. A avaliação de desempenho, por exemplo, é feito por nota, seguindo critérios subjetivos. Tudo isso são apenas máscaras para aplicar seu principal objetivo: a privatização. A entrega das nossas empresas”, explica. 

Mobilizações

Os metroviários de São Paulo organizam uma série de atividades na capital paulista contra a entrega do Metrô pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) à iniciativa privada nesta semana. As ações foram aprovadas na assembleia da categoria realizada na semana passada. Entre outras atividades, os metroviários utilizarão coletes em seus locais de trabalho nos dias 26, 27 e 28 em defesa da estatal e contra a terceirização. 

No Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé haverá nesta terça-feira (26) uma roda de conversa sobre a privatização do Metrô, às 11h, na Rua Rêgo Freitas, 45, na República, no centro de São Paulo. 

Na quinta (28) estão previstoas dois atos. O primeiro será a partir das 13h, em frente à Bolsa de Valores, na Rua XV de novembro, 275, região central. Deste ponto, os militantes sairão em marcha, a partir das 16h, até o Edifício Cidade II, na Rua Boa Vista, 175, onde ocorrerá o segundo ato que tem como mote as demissões e o racismo praticado pelo Metrô.

Lutar para não retroceder

A categoria tem se colocado contrária às medidas aplicadas pelo governo Alckmin. Um dos últimos protestos contra a privatização envolveu bancários e metroviários, no último dia 6, durante a inauguração da Linha 5-Lilás do Metrô, que contou com a presença do governador e de outras autoridades. 

Várias iniciativas têm feito parte da luta de categorias do Brasil como a campanha “Se é público, é para todos”, iniciativa dos bancários e outras entidades, que busca sensibilizar a sociedade sobre as ameaças de privatização dos bancos e empresas públicas, alertando sobre o que está em jogo diante da ofensiva neoliberal.

Fonte: Vanessa Ramos - CUT São Paulo - 26/09/2017
 
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