Notícia - Sintetel se reúne com o Sindicato Global para discutir o contexto social brasileiro

O Sintetel e diversos sindicatos se reuniram, em 4 de março, com representantes do Sindicato Global (UNI) para discutir a atual situação do trabalhador brasileiro.
Márcio Monzane, secretário Regional da UNI Américas, abriu os trabalhos falando do apoio ao movimento sindical em diversos países na América Latina, principalmente o Brasil, que após a Reforma Trabalhista, teve um verdadeiro ataque aos direitos trabalhistas e à organização dos trabalhadores em sindicatos, criando um conjunto de barreiras pensado para dificultar a articulação, organização e atuação dos trabalhadores.
 “Hoje, no Brasil, dos 95 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada, somente um terço está protegido por convenções e acordos coletivos. Isso é muito grave, pois significa uma relação totalmente dependente daquilo que o setor empresarial estabelece", disse Monzane.
A pobreza extrema, a falta de emprego, o avanço tecnológico, a violência, novos modelos de comunicação, foram alguns dos temas tratados pelos participantes do encontro.
Ressaltando a proximidade com o Dia Internacional da Mulher, o presidente da UGT, Ricardo Patah, falou sobre a importância da representatividade para coibir algumas práticas abusivas de empresas. "O assédio sexual e o assédio moral contra as trabalhadoras persiste e é uma das principais reclamações entre todas as categorias. É inaceitável que isso continue ocorrendo e o sindicalismo se movimenta para tentar reduzir esses índices. Essa tarefa que é conjunta, com uma rede de solidariedade do sindicalismo global para resistir a tudo que está posto, a retirada de direitos e de acabar com a representatividade da classe trabalhadora".
Cristiane do Nascimento, dirigente do Sintetel e da Fenattel, tem a convicção que os sindicatos precisam apresentar um plano estratégico para enfrentar esses desafios. “Visando preparar os trabalhadores para este momento de transformações tecnológicas, o Sintetel e a Fenattel já iniciaram um projeto com cursos para técnicos em telecom e estuda ações para ampliar a qualificação e  a requalificação dos trabalhadores para que todos reúnam condições de continuar atuante no mercado de trabalho,”conclui.


Fonte:  Sintetel - 05/03/2020


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