Notícia - Sindicato dos Vigilantes de Barueri se filia à CUT

Representando uma das bases mais importantes de trabalhadores da segurança privada em São Paulo, o Sindicato dos Vigilantes de Barueri se une à Central Única dos Trabalhadores (CUT), fortalecendo a luta de classes no Brasil. O ato de filiação da entidade ocorre neste sábado, 27, na sede do sindicato, na Vila Pouso Alegre, em Barueri, na região Metropolitana de São Paulo. 

Presidente do sindicato, Amaro Pereira da Silva Filho classifica a filiação à CUT como uma importante conquista dos trabalhadores em vigilância. “Já estávamos dialogando há algum tempo, pois conhecemos o trabalho da CUT, o compromisso da entidade com os trabalhadores, e a direção entende que estamos maduros para fazer parte e colaborar com os princípios da Central, que são os mesmos que norteiam a direção do nosso sindicato”. 

Para Amaro, as centrais sindicais têm um papel importante na organização dos trabalhadores, fazendo combates necessários em defesa dos direitos da classe trabalhadora. “E no caso da CUT, ela sempre foi pioneira na organização da classe e na construção do diálogo. Também mantém uma posição muito nítida, apontando os caminhos na defesa intransigente dos trabalhadores e foi isso que nos motivou a ingressar na Central”.

O sindicato, que luta pela garantia de direitos dos trabalhadores da área de segurança e vigilância privada existe há 20 anos e atua na região de Barueri não somente com as pautas específicas da categoria, mas na luta por direitos de toda a população. “Essa conjuntura política da qual estamos vivendo força os trabalhadores a dizerem de que lado, verdadeiramente, eles estão. Estamos sendo atacados constantemente pelo governo e os empresários. A reforma Trabalhista é um triste exemplo que acabou com muitos direitos, em especial, com os dos vigilantes da segurança privada”, completa o dirigente. 

Vice-presidente da CUT-SP e coordenador regional de subsede da CUT, Valdir Fernandes (Tafarel) diz que o sindicato já tem uma luta alinhada à Central e que, por conta disso, irá agregar qualidade nas atividades coletivas. “É uma importante conquista para a CUT e para os trabalhadores que a entidade representa, uma vez que esse sindicato já faz uma luta alinhada ao que defendemos. A vinda deles, não só para Barueri e região, irá agregar o trabalho de unidade das demais categorias.” 

Para o secretário de Organização da CUT-SP, Hélcio Marcelino, na medida em que os sindicatos sofrem perseguição por sua atuação em defesa dos direitos trabalhistas, mais eles se fortalecem. “Essa união, neste momento em que a direita institucionalizada do nosso país criminaliza os sindicatos e as centrais sindicais, desconstruindo a legítima organização dos trabalhadores, nos torna mais fortes para resistir”.

Hélcio também celebra a vinda do sindicato por pertencer ao ramo da segurança, permitindo que esse debate seja ampliado nas discussões da entidade. “A chegada dos Vigilantes de Barueri reabre um debate importante e urgente, que é o da segurança pública no estado de São Paulo. Eles irão nos ajudar a construir proposições e a debater conceitos sobre a área com o viés da classe trabalhadora”. 

Desafios

A categoria tem entre seus principais desafios a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, tornando a atividade menos exaustiva. A carga atual de 44 horas –distribuídas em turnos longos na semana- tem provocado um crescimento no número de acidentes de vigilantes, provocados por desgaste físico e mental. 

Outra pauta da categoria é a luta contra a reforma da Previdência. Por ser uma atividade considerada insalubre ao oferecer riscos à vida, os profissionais têm direito à aposentadoria especial, tendo de comprovar 15, 20 ou 25 anos de contribuição ao INSS. Se a proposta (PEC 6/2019) do governo Bolsonaro for aprovada, o vigilante entrará na regra geral dos demais trabalhadores.

 


Fonte:  Rafael Silva - CUT São Paulo - 29/04/2019


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