Notícia - Manifestação na Mooca reúne mais de 2 mil pessoas pela retomada da produção e manutenção dos empregos

Com as fortes chuvas ocorridas nos dias 10 e 11 de março de 2019, o rio Tamanduateí transbordou e alagou dezenas de fábricas, indústrias e lojas comerciais da região da Mooca e Ipiranga, na zona leste de São Paulo.

Os estabelecimentos atingidos perderam maquinários, produtos e estoques de matérias-primas e produtos acabados. Fechados desde então, com prejuízos milionários, sem condições de produzir ou vender, estão em busca de soluções para retomar as atividades e garantir milhares de empregos.

Nesta quinta, 11 de abril, a partir das 6h, ocorreu uma manifestação na região, com passeata na Avenida Henry Ford até o Supermercado Sondas, na Capitão Pacheco e Chaves. Participaram mais de 2 mil manifestantes.

Empresários, comerciantes, trabalhadores e população reivindicam do governo estadual auxílio e investimentos para retomar a produção e o comércio na região atingida e exigem obras urgentes de melhorias urbanas, para que, por exemplo, o rio Tamanduateí não mais transborde. Do governo municipal vão cobrar, entre outras medidas, a limpeza das bocas de lobo.

Para Jorge Carlos de Morais, Arakém, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, os poderes públicos precisam ter “consciência” e agir contra estas enchentes que ocorrem todos os anos e atingem fábricas, lojas e residências.

Miguel Torres, presidente do Sindicato, CNTM e Força Sindical, disse que o ato foi de cidadania e de justas reivindicações dos empresários, comerciantes, trabalhadores e população. “Governos precisam governar, garantir tranquilidade à população e, neste caso da enchente de março, adotar medidas emergenciais para ajudar a retomada da produção, do comércio e do trabalho”.

O companheiro Ramalho da Construção participou da manifestação e entrou em contato com o governo de SP para a construção com os empresários e trabalhadores de saídas contra o problema das enchentes, em defesa do “setores produtivos, dos empregos e da vida e segurança das pessoas”.


Fonte:  Metalúrgicos de São Paulo/SP - 11/04/2019


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